segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

UMA ALIANÇA SUPERIOR


1º Trimestre/2018

Texto Base: Hebreus 8:1-10

"Porque este é o concerto que, depois daqueles dias, farei com a casa de Israel, diz o Senhor: porei as minhas leis no seu entendimento e em seu coração as escreverei; e eu lhes serei por Deus, e eles me serão por povo" (Hb.8:10).

INTRODUÇÃO

Dando continuidade ao estudo da Epístola aos Hebreus, estudaremos nesta Aula o capítulo 8. Trataremos a respeito da natureza, dos aspectos e da promessa da Nova Aliança, que é infinitamente superior à Antiga. A Epístola aos Hebreus revela que Cristo é o “Mediador de superior Aliança instituída com base em superiores promessas” (Hb.8:6). Ela é mais excelente porque as promessas do pacto mosaico eram condicionais, terrenas, carnais e efêmeras, enquanto as promessas da Nova Aliança são incondicionais, espirituais e eternas. Inúmeros são os benefícios que a Nova Aliança oferece a todos aqueles que creem no sacrifício de Jesus e buscam se achegar a Deus. Todos os benefícios da Nova Aliança só se tornaram possíveis mediante a obra expiatória de Jesus Cristo, pois na Antiga Aliança somente o sumo sacerdote podia entrar no Santo dos Santos uma vez no ano no dia da Expiação. Hoje, por meio do sacrifício perfeito e eterno de Cristo, temos livre acesso à presença de Deus. Ter livre acesso à presença do Pai, sem dúvida, é o maior benefício que nos foi concedido pelo Senhor. Como crentes jamais devemos negligenciar a Nova Aliança menosprezando a maravilhosa graça de Deus.

I. UM SANTUÁRIO SUPERIOR

“A Nova Aliança é dotada de uma dimensão superior, de uma natureza superior e de uma importância superior à Antiga”.

1. Pertencente a uma dimensão superior. “Ora, a suma do que temos dito é que temos um sumo sacerdote tal, que está assentado nos céus à destra do trono da Majestade” (Hb.8:1). Jesus, o nosso Sumo Sacerdote, está assentado não no tabernáculo de Moisés, que é efêmero, feito por mãos humana, mas no lugar de maior honra: “nos Céus à destra do trono da Majestade”. Esse é o tabernáculo verdadeiro, do qual o tabernáculo terreno era uma simples figura ou representação. O verdadeiro tabernáculo foi erigido pelo Senhor e não pelo homem. No texto, “céus” refere-se ao santuário celestial (Hb.8:2), a morada de Deus. Foi nesse santuário celestial que Cristo entrou para oficiar, como Sumo Sacerdote, em nosso favor, e é o último e eterno destino de todos aqueles que creem (cf. Hb.4:1; 6:19,20; 11:10; 12:22). Você crê nisso?

2. Possuidor de uma natureza superior. O santuário terreno era por natureza temporal, figura do verdadeiro santuário, que é espiritual e eterno. Diz o texto sagrado: “ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo, o qual o Senhor fundou, e não o homem” (Hb.8:2). Este “verdadeiro tabernáculo”, ou lugar de adoração, não significa que o Tabernáculo e o Templo na terra eram falsos, mas que eram sombras imperfeitas do verdadeiro e perfeito lugar de adoração (Hb.8:5). Antes da vinda de Cristo, o sumo sacerdote só podia entrar em um lugar especial, o Santo dos Santos, para estar na presença de Deus. Hoje, através da oração, nós podemos entrar na sala do trono, no Céu, e um dia nós viveremos eternamente na presença do Senhor. Os caminhos “antigos” do sacerdócio judeu não mais existem, eles foram substituídos por Jesus, que é o Caminho, a Verdade, e a Vida (João 14:6).

3. Possuidor de uma importância superior. Sabe por que a Nova Aliança nos proporciona um santuário de uma importância superior? Porque o Cristo exaltado é o Sumo Sacerdote desse santuário. Ele serve assumindo o seu lugar de direito como nosso Salvador e Mediador. A Epístola aos Hebreus não tenta descrever o Céu, mas nos mostra como Cristo serve de uma maneira melhor e mais pessoal do que qualquer outro sacerdote poderia fazê-lo. Nesse Santuário celeste, habita a plenitude da divindade.

Na Antiga Aliança, a ideia central do tabernáculo era que Deus habitava entre seu povo; mas, Deus exigia um povo santo para que sua presença fosse manifesta (Lv.19:2). Sua plena realização encontra-se na encarnação de Cristo: "E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós" (literalmente, fez tabernáculo entre nós, João 1:14). Daí que se chama Emanuel - "Deus conosco" (Mt.1:23). Na Nova Aliança, o nosso corpo é o Tabernáculo/Templo do Espírito Santo, que habita em nós (1Co.6:19). A presença de Deus se manifesta na igreja por meio do Espírito Santo que habita nos crentes (Ef.2:21,22). Para o Espirito Santo habitar na vida dos crentes, Ele exige santidade, pois “sem santificação ninguém verá o Senhor” (Hb.12:14). Pedro enfatiza esta exortação: “mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver, porquanto escrito está: Sede santos, porque eu sou santo” (1Pd.1:15,16).

II. UM MINISTÉRIO SUPERIOR

“A Nova Aliança inaugurada por Cristo é superior à Antiga no aspecto posicional, funcional e cultual”.

1. No aspecto posicional. Diz o texto sagrado: “ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo, o qual o Senhor fundou, e não o homem” (Hb.8:2). O Cristo exaltado é o ministro do santuário no Céu. Seu ministério é apresentado como superior ao de Arão porque é oficiado em um santuário superior e melhor (Hb.8:1-5) e em conexão com uma Aliança melhor (Hb.8:7-13). Nesse santuário, Jesus serve assumindo o seu lugar de direito como nosso Salvador e Mediador. Cristo retornou à presença de Deus no Céu, “verdadeiro tabernáculo, o qual o Senhor fundou, e não o homem” (Hb.8:2). O seu lugar no Céu garante o nosso lugar ali também. Deus nos permite entrar na mesma sala do trono e levar a Ele a nossa adoração e os nossos pedidos.

2. No aspecto funcional. Diz o texto sagrado: “Porque todo sumo sacerdote é constituído para oferecer dons e sacrifícios; pelo que era necessário que este também tivesse alguma coisa que oferecer” (Hb.8:3). Segundo este texto, o trabalho do sumo sacerdote era “oferecer dons e sacrifícios”. “Dons”, aqui, é um termo geral que cobre todos os tipos de ofertas apresentadas a Deus; eram sacrifícios quando um animal era imolado. Os sacerdotes eram nomeados para oferecer ofertas e sacrifícios muitas vezes, e o sumo sacerdote para oferecer, uma vez no ano, sacrifício para a expiação dos pecados (Hb.8.3). Cristo como nosso Sumo Sacerdote deveria ter “alguma coisa que oferecer”; Ele mesmo se deu em sacrifício a Deus em nosso lugar (1Co.5:7; Hb.7:27) – o Dom perfeito, que nunca poderá ser superado, e ao contrário do sacrifício levítico, não mais se repetirá - “porque isso fez ele, uma vez, oferecendo-se a si mesmo”(Hb.7:27) -, foi efetuado de uma vez por todas. O sacrifício de Cristo é completamente suficiente, isto é, todos os pecados estão abrangidos na sua oferta definitiva a Deus. Portanto, o seu papel como Sumo Sacerdote, o seu sacrifício e o seu serviço a Deus, superam o plano que havia sob a Antiga Aliança.

3. No aspecto cultual. Argumenta o autor da Epístola: “Ora, se ele estivesse na terra, nem tampouco sacerdote seria, havendo ainda sacerdotes que oferecem dons segundo a lei, os quais servem de exemplar e sombra das coisas celestiais...” (Hb.8:4,5). Nota-se aqui que, nos dias que foi escrita a Epístola aos Hebreus, ainda era praticado o culto levítico, isto é, os sacerdotes ofereciam sacrifícios e ofertas de acordo com a lei mosaica. Na Antiga Aliança, sacrificar equivalia a prestar culto a Deus, atribuir-lhe glória por ser Deus de quem dependemos e a quem devemos culto e submissão. Com o transcorrer do tempo, os israelitas chegaram a atuar como se o que importasse para Deus fossem os próprios sacrifícios em lugar do coração do ofertante. O salmista Davi e os profetas procuraram inculcar no povo a verdade de que Deus não se contenta com as vítimas oferecidas quando faltam o arrependimento, a fé, a justiça e a piedade naqueles que as oferecem (cf. 1Sm.15:22; Sl.51:16,17; Is.1:11-17; Mq.6:6-8).

Conforme Hb.8:4, todas as atividades e funções exercidas pelos sacerdotes estavam em pleno vigor na época em que foi escrita a Epístola, e se relacionavam estritamente ao culto. Todavia, neste aspecto, o sacerdócio de Cristo era superior porque sua atividade cultual era em tudo superior, visto se realizar no santuário celestial.

É válido ressaltar que o culto é assunto muito sério; ele é a parte mais importante daquilo que fazemos para Deus como Igreja. Infelizmente, muitos hoje não têm olhado para o culto com essa perspectiva e seriedade, o que só tem feito a igreja perder. Era exatamente essa perspectiva errada em relação ao culto que muitas vezes aconteceu sob a égide da Antiga Aliança, como se observa à época de Jeremias e Malaquias; foi por isso que, à época de Malaquias, Deus se queixou de que os sacerdotes estavam profanando e desprezando o culto (cf. Ml.1:7-10). O Deus de Malaquias é o mesmo de ontem e de hoje. Ele continua não aceitando um culto que não esteja de acordo com o que Ele estabeleceu, que não esteja de acordo com a vontade dele, um culto em que o coração não esteja presente; Deus continua não aceitando esse tipo de culto.

Diante disso, gostaria que pensasse em sua atitude quando cultua. Gostaria que pensasse em sua vida como um todo, pois o culto é a expressão externa do que a Igreja é, mas também é expressão do nosso compromisso interno para com o Senhor.

Quando desprezamos o culto divino recebemos o completo repúdio de Deus; Ele rejeita o ofertante e a oferta (Ml.1:10,13). Deus rejeita o ofertante e sua oração (Ml.1:9). Quando nossa vida está errada com Deus, não temos sucesso na oração. Em vez de Deus ter prazer nesse culto, Ele diz que isso é um mal (Ml.1:8). Em vez de Deus receber esse culto, Ele diz que ele é inútil (Ml.1:10).

Cultuar a Deus é a expressão máxima de nossa devoção ao Senhor, de nossa dependência à sua Palavra e de nossa necessidade de prestar-lhe serviço. O culto cristão é uma resposta ao imenso amor de Deus por nós, mediante expressões de louvor e adoração. O culto é a mais expressiva manifestação humana de aproximação com Deus. O culto é a comunhão do homem com Deus em Cristo. O culto é a resultante de nossa reconciliação com Deus promovida por Jesus Cristo - “Mas agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto” (Ef.2:13).

III. UMA PROMESSA SUPERIOR

“A promessa da Nova Aliança é de natureza interior e espiritual; de natureza individual e universal; bem como de natureza relacional”.

1. De natureza interior e espiritual. Debaixo da Antiga Aliança, Deus havia chamado os israelitas para ser o seu povo (Êx.19:5,6). Foi firmado um pacto no Sinai (Êx.19:7,8); todavia, deliberadamente, eles resolveram descumprir esse pacto. Uma vez que os israelitas quebravam continuamente o pacto de Deus, ficou patente que o antigo pacto não duraria para sempre, por não ser perfeito. Uma parte do pacto envolvia a observância às leis de Deus; no entanto, os israelitas decidiram desobedecer (cf. Jr.7:23,24):

“Mas isto lhes ordenei, dizendo: Dai ouvidos à minha voz, e eu serei o vosso Deus, e vós sereis o meu povo; e andai em todo o caminho que eu vos mandar, para que vos vá bem. Mas não ouviram, nem inclinaram os ouvidos, mas andaram nos seus próprios conselhos, no propósito do seu coração malvado; e andaram para trás e não para diante”.

Quando os israelitas deixaram de cumprir os requisitos que lhes foram impostos, quebraram a Aliança. Deus, entretanto, prometeu um novo pacto, que não estaria repleto de leis sobre sacrifícios e outras responsabilidades externas. Ao contrário, ele trazia a reconciliação espiritual, produzindo mudanças no interior das pessoas. Diz o escritor sagrado:

“Porque, repreendendo-os, lhes diz: Eis que virão dias, diz o Senhor, em que com a casa de Israel e com a casa de Judá estabelecerei um novo concerto, não segundo o concerto que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; como não permaneceram naquele meu concerto, eu para eles não atentei, diz o Senhor. Porque este é o concerto que, depois daqueles dias, farei com a casa de Israel, diz o Senhor: porei as minhas leis no seu entendimento e em seu coração as escreverei; e eu lhes serei por Deus, e eles me serão por povo. E não ensinará cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece o Senhor; porque todos me conhecerão, desde o menor deles até ao maior. Porque serei misericordioso para com as suas iniquidades e de seus pecados e de suas prevaricações não me lembrarei mais. Dizendo novo concerto, envelheceu o primeiro. Ora, o que foi tornado velho e se envelhece perto está de acabar” (Hb.8:8-13).

2. De natureza individual e universal. Diz o texto sagrado: “E não ensinará cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece o Senhor; porque todos me conhecerão, desde o menor deles até ao maior” Hb.8:11). Aqui, o autor sagrado argumenta que a Nova Aliança também inclui conhecimento universal do Senhor. Durante o Reino glorioso de Cristo, não será necessário ao homem ensinar ao seu próximo ou ao seu irmão a conhecer o Senhor. Cada um terá uma consciência interior do Senhor, desde o menor deles até ao maior -“a Terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as aguas cobrem o mar” (Is.11:9). Isso é mui maravilhoso a todos aqueles que esperam a volta do Senhor Jesus!

3. De natureza relacional. O aspecto relacional é posto em evidência na citação de Hb.8:12: "Porque serei misericordioso para com as suas iniquidades e de seus pecados e de suas prevaricações não me lembrarei mais". A Nova Aliança é um concerto de misericórdia, graça e perdão. A Nova Aliança promete misericórdia para um povo injusto e eterno esquecimento de seus pecados. A lei veterotestamentária era inflexível e rígida - ”Toda transgressão ou desobediência recebeu justo castigo” (Hb.2:2). Além disso, na Antiga Aliança, a lei não poderia tratar com eficácia os pecados. Ela fornecia a expiação dos pecados, mas não para a remoção deles. Os sacrifícios recomendados na lei purificavam o homem para as cerimônias, ou seja, eles o qualificavam para participar da vida religiosa da nação. Esse ritual de purificação era externo, não tocava a vida interior; ele não provia purificação moral nem dava ao homem consciência pura. O homem podia ser reto cerimonialmente e perverso no coração, ou reto no coração e incorreto cerimonialmente.

Na Antiga Aliança, o sistema levítico, em vez de pacificar a consciência, tentava despertá-la todo ano (Hb.10:3). Por trás do belo ritual do dia da Expiação, espreitava a lembrança anual de que os pecados estavam apenas cobertos, e não removidos. Todavia, na Nova Aliança, Deus não mais se lembra dos pecados de seu povo – “E jamais me lembrarei de seus pecados e de suas iniquidades” (cf.Hb.10:17).

CONCLUSÃO

A Antiga Aliança foi cumprida por Cristo e completada por Ele; portanto, não mais era necessária a prática dos seus ritos na Nova Aliança. Sistemas antigos, sacrifícios antigos e o antigo sacerdócio agora não têm mais valor para selar a aprovação de Deus. A Antiga Aliança tinha servido ao seu propósito, e em breve seria apenas uma lembrança. Não se pode viver no passado, de modo que a escolha real é clara: aceitem a Nova Aliança ou nenhuma. Embora a Nova Aliança tenha sido feita com Israel, e não com a Igreja, os cristãos têm garantido o extraordinário privilégio de experimentar certos benefícios do novo pacto que passaram a vigorar quando Cristo derramou Seu sangue na cruz. Hoje, a Igreja usufrui das bênçãos espirituais da salvação, estabelecidas na Nova Aliança. As bênçãos físicas do Novo Testamento serão cumpridas com Israel, no Milênio. Os que seguem a Cristo são “ministros de uma Nova Aliança” (2Co.3:6), e foram chamados para divulgar a mensagem da salvação. Louvado seja Deus por tão grande salvação!

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Luciano de Paula Lourenço
Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com
Referências Bibliográficas:
Bíblia de Estudo Pentecostal.
Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.
Comentário Bíblico popular (Novo Testamento) - William Macdonald.
Revista Ensinador Cristão – nº 73. CPAD.
Comentário Bíblico Pentecostal. CPAD.
Comentário do Novo Testamento – Aplicação Pessoal. CPAD.
Dr. Caramuru Afonso Francisco. O Sacerdócio eterno de Cristo. PortalEBD_2008.
David M. Levy. Um sacrifício perfeito, uma Aliança superior.  http://www.chamada.com.br.

ARREPENDIMENTO

Se o homem não se arrepende, Deus afia a sua espada, arma o seu arco e o aponta. (Sl 7.12.)

Uma vez cometido, o pecado exige arrependimento. É assim que se expressa o salmista: já que Deus é um juiz justo e cada dia manifesta o seu furor contra o pecado, “se o homem não se arrepende, Deus afia a sua espada, arma o seu arco e o aponta, prepara as suas armas mortais e faz de suas setas flechas flamejantes” (Sl 7.12,13).

O arrependimento antecede o perdão e a conversão. É aquele tremendo mal-estar, aquela tristeza mística, aquele intenso pesar pela falta cometida.

É uma tristeza que provoca choro e lágrimas.

Como as de Davi, depois do adultério e do assassinato de Urias: “De tanto chorar inundo de noite a minha cama e de lágrimas encharco o meu leito” (Sl 6.6).

Como as de Pedro, depois da tríplice negação: “Saindo dali [da casa do sumo sacerdote], chorou amargamente”(Lc 22.62).

O arrependimento situa-se entre o pecado e o perdão, entre a conduta imprópria e a conduta própria, entre a vigência da carne e a vigência do Espírito, entre as trevas e a luz, entre o velho estilo de vida e o novo estilo de vida.

É aquele processo que abre caminho para a ruptura com o pecado e para a adesão à santidade.

O arrependimento é tão importante, que os profetas, o Senhor Jesus Cristo e o apóstolos pregavam sem cessar: “Arrependam-se” (Mt 3.2; 4.17; At 2.38).

Não existe um arrependimento só. Naturalmente o primeiro arrependimento celebra o novo nascimento, a mudança de vida. Mas, além desse arrependimento inicial, há outros arrependimentos.

Todas as vezes que agimos de modo incorreto ou impróprio, precisamos sentir a dor do arrependimento para sair da crise e obter o perdão de Deus. 

Retirado de Refeições Diárias com o Sabor dos Salmos. Editora Ultimato.

Por Litrazini

Graça e Paz

Cultivando uma espécie transgênica verdadeira




Autor:
Glênio Paranaguá



E disse: Produza a terra relva, ervas que deem semente e árvores frutíferas que deem fruto segundo a sua espécie, cuja semente esteja nele, sobre a terra. E assim se fez. Gênesis 1:11

A primeira manifestação de vida sobre a Terra foi a vegetal. As plantas semeadas no solo, pelo Criador, são a base da cadeia biológica no planeta. Sem o pleno sinal verde no trânsito biológico, não há a menor possibilidade de subsistência do reino animal.

A terra deveria produzir relva, ervas e árvores segundo a sua espécie. Havia uma ordem bem definida na estrutura do DNA de cada célula, formando a espécie conforme os seus genes. Toda espécie tem uma mesma constituição que se perpetua pela semente.

Mas, tudo, antes da queda de Adão, era muito bom. Não havia uma partícula da morte circundando o nosso planeta e, consequentemente, não existia, na terra, qualquer árvore tóxica ou mortífera. Todas as árvores eram boas para se comer. Exceto, a árvore do conhecimento do Bem e do Mal. Mas depois do tombo adâmico, as coisas mudaram.

Ainda que possa haver vários tipos de banana, sabemos que todas elas fazem parte de uma mesma família. Há, entretanto, bananas comestíveis e bravas. Porém, é o fruto que identifica se a árvore é benéfica ou nociva. Vamos pensar um pouco nisto.

Jesus usou o exemplo das plantas para ilustrar a questão da vida espiritual de cada um dos seres humanos. Não há árvore boa que dê mau fruto; nem tampouco árvore má que dê bom fruto. Lucas 6:43. Veja que o fruto apresentado por Ele é consequência do tipo da árvore. Se a árvore for boa, o fruto será bom. Se ela for má, o fruto será mau. E não há transigência dessa lei. O fruto demonstra a identidade da planta.

Do ponto de vista essencial da bondade, Jesus fez uma afirmação radical: ninguém é bom, senão um, que é Deus. Marcos 10:18. Se não formos bons por natureza, então, toda a bondade praticada por um ser humano é contingente, circunstancial e interesseira.

Creio que foi com esse pano de fundo da espécie, que Jesus tratou do assunto: Ou fazei a árvore boa e o seu fruto bom ou a árvore má e o seu fruto mau; porque pelo fruto se conhece a árvore. Mateus 12:33. Se a banana é prata, não mata; é boa. O fruto é quem define se a árvore é boa ou má. Não são as folhas, nem o caule, mas seus frutos. Contudo, não confunda fruto com obras. Máquinas fazem obras. Árvores dão frutos.

As obras são da carne. O fruto é do Espírito. A carne pode produzir obras boas ou más, mas nunca boas obras. Estas foram criadas por Deus para que andássemos nelas. Obras boas ou más são feitas pelo homem natural, mas, as boas obras, pela vida de Cristo em nós. Com a vida de Adão nós somos como uma máquina que faz obras. Com a vida de Cristo em nós, somos como uma árvore que dá bons frutos.

O trator é uma máquina e com ele realizam-se obras. A árvore é um ser vivo que dá frutos de acordo com a vida da sua espécie. Para que uma árvore má possa produzir fruto bom, seria necessário fazer uma mudança transgênica radical em seus genes. Se retirar dela o gene tóxico e introduzir genes benignos, então teremos a conversão da árvore e uma transformação genética capaz deste milagre de frutificação boa numa árvore má.

Jesus não era botânico, embora fosse mestre do ensino e usasse muitas ilustrações ou parábolas adequadas ao seu tempo, como exímio catedrático na questão da espécie: Porquanto cada árvore é conhecida pelo seu próprio fruto. Porque não se colhem figos de espinheiros, nem dos abrolhos se vindimam uvas. Lucas 6:44.

Do espinheiro não se espera doce de figo; dos abrolhos, nenhum vinho selecionado. Se estou espetando ou espinhando com sutileza o meu próximo, não sou dos fidalgos que descendem da espécie de cima. Sou, talvez, apenas uma rasteira e tóxica “Strychnos nux-vomica” capaz de matar em convulsões asfixiantes um adulto, em poucas horas. E, nesse caso, meu fruto é de um verde alaranjado lindo, mas o meu veneno é fatal.

Desde pequeno ouvi: “cuidado com o fruto que passarinho não bica”. A carambola é um desses: lindo, gostoso, mas passarinho não come. Tem uma toxina que ataca os rins. No mundo do relacionamento há muita gente em que os frutos dos lábios são até belos aos ouvidos, mas inflamam as entranhas com o veneno da alma.

A frutificação é sempre produto da espécie. Árvore boa dá bom fruto; má, mau fruto. O ser carnal frutifica segundo a carne e o seu fruto é maligno, enquanto, o ser espiritual frutifica de acordo com a vida vivificada pela ressurreição de Cristo, e o fruto é benigno.

A carne é a vida de Adão, que frutifica para morte. Por outro lado, a vida espiritual é Cristo vivendo em nós, depois de ter-nos crucificado juntamente com Ele, dando o fim ao nosso velho homem, a fim de frutificarmos em novidade de vida para a glória da Trindade.

Jesus foi bem categórico nesse assunto: Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada. Mateus 15:13. Não sei se há outra planta, além da natureza do pecado, que Deus não tenha plantado. Não posso ver outra e, essa, deve ser substituída.

Jesus ainda foi incisivo quanto à produtividade de cada planta segundo sua espécie: Não pode a árvore boa produzir frutos maus, nem a árvore má produzir frutos bons. Mateus 7:18. Veja que esse não pode é de alguém que não pode blefar. É impossível ter um fragmento de inverdade nessa declaração. Jesus, sendo Deus, não pode mentir.

Creio que o Criador realizou uma transgenia em Cristo crucificado. Ao incluir todos os pecadores eleitos no corpo de Cristo, na cruz, fez com que os pecados dos pecadores eleitos fossem transferidos para Cristo, a fim de serem justificados por Cristo, para então, ser imputada a justiça de Cristo no pecador eleito, justificado pela graça.

Parece que a Trindade se envolveu aqui numa operação de transferência de genes, bem arriscada, ao incluir o nosso velho homem em Cristo crucificado, para, em seguida, imputar-nos a vida de Cristo ressuscitado como a nossa garantia de regeneração. Vejam como Jesus descreve a obra da redenção. Naquele dia, vós conhecereis que eu estou em meu Pai, e vós, em mim, e eu, em vós. João 14:20. É um assunto de fé na Palavra.

A engenharia genética vem fazendo experiências semelhantes na agricultura. Se um cientista pode fazer essa transferência, criando espécies mais resistentes e outras com características diferentes, seria impossível ao Altíssimo realizar uma façanha como essa? Seria impossível para o Deus Todo-Poderoso nos fazer participantes de sua natureza?

Talvez a profecia aqui estivesse nos mostrando o milagre nas entrelinhas. Em lugar do espinheiro, crescerá o cipreste, e em lugar da sarça crescerá a murta; e será isto glória para o SENHOR e memorial eterno, que jamais será extinto. Isaías 55:13.

A única maneira deste milagre se efetuar foi a encarnação de Deus e a transferência dos pecados dos escolhidos do Pai para o Seu Filho Amado, Cristo Jesus, a fim de que o preceito da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, contudo, segundo o Espírito. Romanos 8:4.

No mais, no pomar de Deus, não há lugar para uma planta que não dá bons frutos. Jesus foi também enfático: Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo. Mateus 7:19. O que podemos nós retrucar? Ele diz que a árvore má não pode dar bom fruto e a árvore que não produz bom fruto é cortada e incinerada. E agora?

O trigo e o joio podem conviver no mesmo campo, embora, no final, o trigo seja recolhido no celeiro, enquanto o joio amarrado em feixes e ateado ao fogo.

Para Jesus, o ponto está bem claro: Assim, toda árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus. Mateus 7:17. Não há como contra argumentar com o Senhor. Tudo agora depende da revelação do Espírito Santo.

Segundo Jesus a coisa fica simples, desse jeito: Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis. Mateus 7:20. Se eu minto, sou mentiroso. A mentira é um fruto da espécie mitomaníaca. Se sou mentiroso, sou filho do Diabo, o pai da mentira.

Se eu odeio, sou um assassino, pois quem odeia também é da família de Satanás. Todo aquele que odeia a seu irmão é assassino; ora, vós sabeis que todo assassino não tem a vida eterna permanente em si. 1 João 3:15. Tudo o que produzo em mim é uma consequência do que sou. Os meus atos refletem a minha natureza.

Se amo os meus inimigos, os que não gostam de mim, é porque houve, de fato, uma obra transgênica em meu DNA, de cunho espiritual, que me levou a produzir, em mim, os frutos de natureza divina. O apóstolo Pedro viu assim a transferência do caráter Divino: pelas quais nos têm sido doadas as suas preciosas e mui grandes promessas, para que por elas vos torneis co-participantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo. 2 Pedro 1:4.

Fica evidente que na encarnação de Cristo, Deus assume todo o pecado do pecador, na cruz, para levar os Seus a morrerem com Ele, e, na Sua ressurreição, todos aqueles que vierem a crer, pela graça, possam receber a co-participação da natureza Divina, como a única garantia de um processo de transgenia espiritual, que precisa ser cultivada no modo de viver de cada um dos filhos de Abba: não mais eu, mas Cristo. Amém.

domingo, 18 de fevereiro de 2018

UM CONVITE ESPECIAL



“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” (Mt 11.28-30).

Qualquer um dos convites de Deus é importante. Neste convite em especial o Senhor estende Seu convite a todos cansados, sobrecarregados, oprimidos, desesperados na certeza de lhes dar alivio, descanso, esperança, etc. “Vinde a mim”. Um convite para se dirigir a Jesus Cristo, não para qualquer outra pessoa, fonte ou recurso:

Vinde a Cristo, vocês que tem se esforçado e não obtido o resultado esperado. “Todos os que estais cansados e oprimidos”.

“Semeais muito, e recolheis pouco; comeis, porém não vos fartais; bebeis, porém não vos saciais; vesti-vos, porém ninguém se aquece; e o que recebe salário, recebe-o num saco furado. Assim diz o Senhor dos Exércitos: Considerai os vossos caminhos” (Ageu 1.6-7).

Para todos que estão cansados, sobrecarregados, oprimidos, uma promessa é feita: “Eu vos aliviarei, eu vos darei descanso”.

Um privilégio admirável, maravilhoso. “Tomai sobre vós o meu jugo”. Tomai o meu jugo, significa identificar-se a si mesmo comigo com Cristo e com o Seu povo. Tomai o meu jugo e aprendei de mim

APRENDER DE CRISTO ATRAVÉS DA ESPERANÇA NAS ESCRITURAS E NAS SUAS PROMESSAS“Porque tudo o que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança” (Romanos 15.4).

APRENDER DE CRISTO PARA ENCONTRAR PLENA SATISFAÇÃO PESSOAL. “Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade. Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece”(Filipenses 4.11-13).

APRENDER DE CRISTO PARA UMA VIDA DE SANTIDADE E PUREZA. “Mas vós não aprendestes assim a Cristo, se é que o tendes ouvido, e nele fostes ensinados, como está a verdade em Jesus; que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano; e vos renoveis no espírito da vossa mente; e vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade” (Efésios 4.20-24).

UMA DESCOBERTA GLORIOSA:
“O MEU JUGO É SUAVE”. A vida cristã é suave, é fácil, quando comparada a uma vida vivida sem Cristo. Você pode hoje fazer está feliz descoberta. Cristo não nos garante livrar de todos os problemas, mas Ele nos garante estar conosco em meio aos problemas e nos dando vitória. “Eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos” (Mateus 28.20).

“O MEU FARDO É LEVE”. Multidões têm descoberto o fato que o fardo cristão ao contrário do que muitos devem imaginar é leve, suave e um feliz e grande privilégio. O qual anjos gostariam de possuir, mas é a nós que foi dado. “Aos quais foi revelado que, não para si mesmos, mas para nós, eles ministravam estas coisas que agora vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho; para as quais coisas os anjos desejam bem atentar” (1ª Pedro 1.12).

“ACHAREIS DESCANSO PARA AS VOSSAS ALMAS”.Não existe descanso fora de Cristo. “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome existe dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos” (Atos 4.12).

Cristo convida e ao homem cabe responder positivamente ou negativamente. Quem ouve e aceita este convite especial tem encontrado descanso, alivio, esperança, perdão. Salvação, transformação e nova vida.

Transcrito Por Litrazini

Graça e Paz

Autoridade espiritual do Cristão


18 de fevereiro de 2018

A Autoridade Espiritual do Cristão





(Adaptado por William Schnoebelen a partir do trabalho anônimo de um homem de Deus)


Observando a existência de uma grande necessidade de informações sobre o funcionamento da autoridade espiritual e não conhecendo escritos significativos nessa área, tentei oferecer uma descrição desse conceito. O material a seguir foi desenvolvido ao longo de vários anos de estudo e de aconselhamento envolvendo situações em que a autoridade era uma parte vital da solução dos problemas espirituais.

Após buscar a Deus em muita oração, o autor acredita que este material é consistente com a Palavra de Deus e pode ser uma ajuda real para aqueles que usarão os conceitos aqui apresentados, juntamente com a própria Palavra de Deus. Que o leitor encare com seriedade os conceitos apresentados. Existe muita coisa em jogo para deixar de se satisfazer com a total apropriação dos benefícios que Deus tornou disponíveis para o crente.

As Escrituras são muito claras na definição de uma posição de autoridade. Conforme apresentado nas Escrituras, isso é mais uma posição de responsabilidade do que de poder. Paulo declara a existência e coloca em perspectiva a autoridade e o poder do cristão, quando diz:

“Porque, ainda que eu me glorie mais alguma coisa do nosso poder, o qual o Senhor nos deu para edificação, e não para vossa destruição, não me envergonharei.” [2 Coríntios 10:8].

“Assim nós, sendo-vos tão afeiçoados, de boa vontade quiséramos comunicar-vos, não somente o evangelho de Deus, mas ainda as nossas próprias almas; porquanto nos éreis muito queridos. Porque bem vos lembrais, irmãos, do nosso trabalho e fadiga; pois, trabalhando noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós, vos pregamos o evangelho de Deus. Vós e Deus sois testemunhas de quão santa, e justa, e irrepreensivelmente nos houvemos para convosco, os que crestes. Assim como bem sabeis de que modo vos exortávamos e consolávamos a cada um de vós, como o pai a seus filhos; para que vos conduzísseis dignamente para com Deus, que vos chama para o seu reino e glória.” [1 Tessalonicenses 2:8-12].

Nesses versos Paulo diz claramente que recebeu poder de Deus e que o propósito desse poder é a edificação da igreja. Ele descreve sua preocupação pela igreja e como trabalhou em favor dos convertidos, como um pai faria. Descreve como procedeu para o benefício daqueles que receberam o evangelho. Ele também demonstrou o funcionamento de uma autoridade espiritual quando, em 1 Coríntios, “entregou certa pessoa a Satanás para a destruição da carne…” A partir dessa e de outras Escrituras, fica claro que Deus estabeleceu posições de autoridade.

A autoridade tem um requisito de responsabilidade nos reinos natural e espiritual. A autoridade na família é representada pela preocupação e pela proteção dos membros. Inclui proteger, ensinar, aconselhar e prover as necessidades da família. Os aspectos espirituais dessas responsabilidades precisam ser atendidas, bem como as seculares.

O requisito secular da autoridade cristã é primeiramente serviço; isto é, amar, sustentar, preocupar-se, instruir e atender às necessidades da família. O conceito de um domínio autocrático no lar é totalmente contrário ao conceito adequado da autoridade cristã. A autoridade não é superioridade. No que se refere a Deus, somos todos iguais diante dele, e isso inclui suas considerações pelo homem e pela mulher. O Senhor considera o casamento cristão como uma parceria. Ele atribuiu responsabilidades diferentes ao marido e à mulher, mas isso não torna a mulher menos importante. Existem muitos países no mundo em que o marido tem uma posição de autoridade no lar e a mulher é tratada como uma escrava. Esse conceito não é da criação; é da queda. Você não encontrará o cristianismo verdadeiro nos países em que essa situação existe.

Não é Deus, mas sim Satanás, que trabalha para colocar as mulheres em sujeição aos homens. Até mesmo dentro da igreja cristã, entretanto, o conceito que o homem é o dominador do lar pode ser encontrado. É uma perversão das Escrituras, pois Deus indica claramente que o homem deve ser o protetor e o provedor da família. A Bíblia declara que, em um casamento, a primeira preocupação do homem deve ser com sua mulher. A mulher, por sua parte, deve compreender e se apropriar da cobertura da autoridade para que ela seja plenamente eficaz. Sob essa cobertura, ela pode ser uma parceira ativa no funcionamento da autoridade na família. Isso é de especial importância quando existem crianças no lar, pois haverá ocasiões em que a mãe precisará resistir a Satanás na ausência do pai.

Existem muitos bons livros disponíveis sobre as relações marido/mulher no contexto secular. A área onde há uma falta de ensino, ou pior, onde há um falso ensino, é no que se refere aos aspectos espirituais do casamento e da conduta da família.

O casamento foi estabelecido por Deus e, portanto, está sujeito aos critérios que ele determinou. O casamento cristão é uma aliança entre três partes. O marido e a mulher são os participantes óbvios; no entanto, o Senhor também participa na aliança. Os votos são feitos diante dele e debaixo da sua autoridade. Assim, o Senhor não somente tem um forte desejo que a aliança do casamento seja mantida, como também tem um interesse investido no casamento. Deus tem um compromisso de sustentar a aliança do casamento.

Com todo o ataque que Satanás lança contra o casamento hoje, precisamos de toda a ajuda que pudermos conseguir. Todavia, se você não fizer do Senhor parte da solução quando houver alguma dificuldade, está negligenciando seu recurso mais valioso. Para aqueles que invocam ao Senhor, ele honrará seu compromisso com o casamento, trazendo seu poder e autoridade para ajudar de acordo com as solicitações feitas.

Uma vez que esses critérios estejam estabelecidos, podemos começar a olhar para o conceito de autoridade no lar. Para que o cabeça do lar possa proteger os membros da família dos ataques satânicos, o Senhor proveu um acesso especial ao seu poder na posição de autoridade. Esse é um poder espiritual a ser utilizado para enfrentar os esforços que Satanás faz para influenciar os membros da família. Como somente a Palavra de Deus pode equipar alguém para operar adequadamente nessa posição, é necessário que cada um em posição de autoridade cristã examine as Escrituras para compreender a conduta e as responsabilidades associadas com essa posição. As Escrituras declaram uma progressão da autoridade:

“Mas quero que saibais que Cristo é a cabeça de todo o homem, e o homem a cabeça da mulher; e Deus a cabeça de Cristo.” [1 Coríntios 11:3].

Autoridade Bíblica

O suporte bíblico ao conceito da autoridade é mais por exemplos do que por instrução. O Antigo Testamento está repleto de exemplos do funcionamento da autoridade; um dos mais claros é o de Moisés. Deus atribuiu a Moisés uma posição de poder, de autoridade e de responsabilidade. Embora Moisés compreendesse, por volta dos quarenta anos, que tinha sido selecionado para liderar os israelitas na saída do Egito, ainda precisou passar mais quarenta anos no deserto preparando-se para a responsabilidade. O funcionamento da autoridade por meio de Moisés foi demonstrado nas pragas lançadas contra o Egito.

Outro exemplo de seu funcionamento foi quando os israelitas lutaram contra os amalequitas:

“E fez Josué como Moisés lhe dissera, pelejando contra Amaleque; mas Moisés, Arão, e Hur subiram ao cume do outeiro. E acontecia que, quando Moisés levantava a sua mão, Israel prevalecia; mas quando ele abaixava a sua mão, Amalaque prevalecia.” [Êxodo 17:10-11].

Muitas vezes Deus honrou as intercessões de Moisés em favor de Israel. A profundidade da preocupação de Moisés pela nação é demonstrada quando ele se colocou entre ela e a ira de Deus:

“Agora, pois, perdoa o seu pecado, se não, risca-me, peço-te, do teu livro, que tens escrito.” [Êxodo 32:32].

Arão também intercedeu pelos israelitas quando a ira do Senhor se acendeu contra eles:

“E estava [Arão] em pé entre os mortos e os vivos; e cessou a praga.” [Números 16:48].

Jesus demonstrou que a autoridade é uma posição de responsabilidade ao liderar seus discípulos e prover para eles. Em João 17, Jesus expressa sua aplicação desses princípios:

“Estando eu com eles no mundo, guardava-os em teu nome. Tenho guardado aqueles que tu me deste, e nenhum deles se perdeu, senão o filho da perdição, para que a Escritura se cumprisse.” [João 17:12].

A perda de Judas não foi uma falha da autoridade de Jesus, mas um ato da vontade de Judas que o tirou para fora dessa autoridade.

Mulheres em Autoridade

O Antigo e o Novo Testamento falam das mulheres com profundo respeito por elas como pessoas e por seu trabalho no reino de Deus. Embora a cultura israelita fosse patriarcal, o Antigo Testamento dá um lugar proeminente ao caráter, liderança e serviço de muitas mulheres. Isso é bem evidente nos títulos “profetiza” e “juíza” dados à muitas mulheres, e na participação delas na adoração individual e familiar a Deus.

No Novo Testamento, a pronta aceitação e inclusão de mulheres no ministério de Jesus está em contraste com o desdém e a atitude condescendente de muitos de seus contemporâneos. Os encontros registrados entre Jesus e várias mulheres ilustram sua disposição de associar-se com elas e seu respeito por sua inteligência e fé. A igreja primitiva seguiu o padrão de Cristo, incluindo as mulheres como membros plenos. Elas tiveram um papel significativo na vida da igreja, ensinando os homens e as mulheres e cuidando dos necessitados.

O Novo Testamento afirma que as mulheres e os homens são igualmente membros do sacerdócio de todos os crentes, por meio da fé em Jesus Cristo. As Escrituras ensinam claramente que homens e mulheres são iguais, tendo o mesmo relacionamento com Deus. No entanto, as Escrituras também revelam uma ordem em seus relacionamentos uns com os outros e para com Deus. Para Deus, igualdade não significa que somos iguais diante dele. A discussão do Novo Testamento dessas relações está enraizada em uma ordem divina que não é anulada pela nova criação.

As Escrituras mostram que a provisão para a cobertura de autoridade para uma mulher deve vir de seu pai ou de seu marido. Qual então é a condição de uma mulher quando não há um homem em uma posição de autoridade espiritual? Não é uma questão fácil de responder. Entretanto, o princípio da Palavra de Deus é que ele é quem provê as necessidades do crente em todas as áreas em que este não tenha as forças. Assim, quando outra necessidade está faltando, a mulher deve buscar essa autoridade diretamente em Jesus Cristo.

Quando a mulher é solteira e está sozinha, deve buscar em Jesus Cristo a autoridade, como buscaria de um pai humano e cristão que vive em perfeita comunhão com Deus. Os princípios bíblicos de autoridade espiritual, apresentados daqui para frente, devem ser usados pela mulher solteira para sua própria proteção. Todas as provisões de Deus para a implementação do poder da autoridade estão disponíveis para a mulher para seu próprio bem.

No caso da mulher que é mãe solteira, a implementação da autoridade é mais complexa. É mais difícil para uma mãe manter uma cobertura sobre as crianças do que é para o pai. Ela precisa compreender melhor e interceder mais do que o pai, pois será mais atacada por Satanás do que no caso em que há um pai e uma mãe. Satanás sempre concentra seus ataques nos pontos em que identifica alguma debilidade. Entretanto, o Senhor prometeu que nunca nos deixará nem nos desamparará e a mulher que confiar em suas promessas poderá obter toda a ajuda de Deus. A mulher que compreende bem os princípios bíblicos pode ser tão vitoriosa na guerra espiritual quanto um homem.

Quando há um pai presente no lar, mas ele não é um crente que vive dentro da vontade de Deus, a mulher ainda pode buscar a autoridade de Jesus. Entretanto, essa condição é talvez a mais difícil que uma mãe cristã pode enfrentar, porque ela está restringida, pois não deve tentar usurpar a autoridade do pai, e por outro lado está preocupada com a condição espiritual das crianças. Ela precisa orar e interceder pelos filhos e pelo marido, em total confiança no Senhor, que ele poderá ajudá-la mesmo nessas circunstâncias.

O Ataque à Família

O principal esforço de Satanás atualmente é destruir a família. Ele sabe que se puder destruir as famílias, poderá destruir o que resta da base moral da sociedade. Satanás ataca a família de muitas maneiras. Ele usa a opressão, divisão, rebelião, doenças, brigas, divórcio, preocupações financeiras e muitas outras formas. O humanismo secular, que atualmente está sendo ensinado nas escolas públicas, é destrutivo para a família cristã. As doutrinas fundamentais do humanismo secular são: egoísmo, rebelião e auto exaltação. Esses conceitos estão em oposição direta aos conceitos cristãos de serviço e de humildade.

Uma grande área do ataque de Satanás são as crianças. Ele está atacando as mentes das crianças por meio da televisão, dos jogos de computador e jogos demoníacos [como Dungeon and Dragons (também chamado de Caverna e Dragões), etc.]. Outra área são os brinquedos ocultistas. Ele também está usando as escolas para influenciar as mentes das crianças.

Esses e outros métodos estão sendo usados para criar fortalezas nas mentes das nossas crianças. Fortalezas são mentalidades, estabelecidas por meio das influências demoníacas que fixam mentiras na mente. Três grandes fortalezas que Satanás está colocando nas mentes das crianças são a fortaleza da violência por meio da televisão, uma fortaleza de sexo por meio da pornografia (mas também por meio da televisão e das aulas nas escola), e uma fortaleza de magia e ocultismo por meio da televisão e das escolas.

Deus ofereceu os meios de enfrentarmos os ataques satânicos. Ele responderá às nossas petições quando estiverem de acordo com seus propósitos. Há um requisito que o cristão conduza-se de acordo com os padrões morais do Senhor, para que ele possa responder aos pedidos de ajuda. A autoridade é responsável por enfrentar aos ataques que Satanás lança contra a família. Deus ofereceu os meios de se opor aos ataques satânicos delegando, dentro da posição de autoridade, um acesso ao seu poder. A autoridade funciona de acordo com:

. Nossa preocupação com a família

. Nossa persistência na intercessão

. Nossa compreensão do poder que há no nome de Jesus

. Nossa conformação com o critério cristão de conduta

. Nossa capacidade de reconhecer os ataques satânicos contra a família

. O tempo que dedicamos à leitura e meditação na Palavra de Deus

Aprendemos a vontade de Deus e a nossa posição de autoridade a partir da leitura da Bíblia. O chefe da família precisa crer que a Bíblia é a verdadeira e perfeita Palavra de Deus.

“Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.” [2 Timóteo 3:16-17].

Se uma pessoa questiona a inerrância da Bíblia, a base sobre a qual ela acessa a autoridade de Deus é colocada em dúvida e uma posição eficaz de autoridade não pode ser estabelecida. A pessoa precisa saber na mente e em seu espírito que a Palavra de Deus é tão eficaz hoje quanto era no tempo dos apóstolos. Deus não muda [Malaquias 3:6] e sua Palavra também não muda. A Palavra de Deus é para nós hoje e é tão eficaz quanto nos tempos apostólicos. O chefe da família precisa compreender o significado da vitória de Jesus sobre Satanás.

“E, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo.” [Colossenses 2:15].

A Autoridade do Crente

Deus designou o marido como o chefe do lar e espera que ele atue nessa posição. Deus também forneceu o poder, por meio do nome de Jesus, para enfrentar os ataques de Satanás. Exatamente como Jesus ordenou que os espíritos imundos deixassem aqueles que estavam afligidos, o chefe do lar pode usar o nome de Jesus para ordenar aos espíritos das trevas que deixem sua família. Se houver briga no lar, o marido deve repreendê-la no nome de Jesus. Quando a natureza de cada problema for discernida, o chefe do lar deve se posicionar contra o problema, repreendendo as forças das trevas que vieram contra o lar. Satanás tentará contornar a autoridade do chefe do lar e trazer seu ataque de outra parte. Se o chefe da família compreender isso, pode derrotar o inimigo toda vez, por meio do uso do nome de Jesus Cristo.

A Bíblia nos diz para resistirmos firmes na batalha. Se os resultados não forem imediatos, ou se Satanás contra-atacar, fortaleça-se na Palavra e confie nas promessas de Deus. Seja persistente, reafirme sua posição de autoridade diariamente, se necessário. Quando Satanás e seus demônios atacarem sua família, repreenda-os no nome de Jesus Cristo, e use a Palavra de Deus contra eles, como Jesus também fez quando foi tentado.

Para o crente, a batalha espiritual também ocorre principalmente na mente. O que você crê define como você se comporta na batalha. O que você sabe da sua posição de autoridade determina a eficácia de como você a utiliza. Você precisa conhecer o que o Senhor oferece. Sem esse conhecimento, está desarmado. Autoridade é poder delegado. Seu valor depende da força que está por trás do usuário. O crente que está plenamente consciente do poder divino que está por trás dele e de sua própria autoridade pode enfrentar o inimigo sem temor. Atrás da autoridade do crente está o poder infinitamente maior que o dos inimigos, e que eles são impelidos a reconhecer.

Para funcionar eficientemente em uma posição de autoridade, a pessoa precisa ser honesta consigo mesma e com Deus. A falta de honestidade mantém certas áreas da vida em trevas. Os espíritos demoníacos se fortalecem nessas trevas. A honestidade ajuda a trazer essas áreas para a luz. Qualquer pecado que não tenha sido confessado ou abandonado dá aos demônios o “direito legal” de assediar. Peça que Deus o ajude a ver a si mesmo como ele o vê e trazer para a luz tudo aquilo que não o agrada.

“Confessei-te o meu pecado, e a minha maldade não encobri. Dizia eu: Confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e tu perdoaste a maldade do meu pecado.” [Salmos 32:5].

“Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos. E vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno.” Salmos 139:23-24].

Finalmente, creia que aquilo que pode parecer impossível para nós é possível para Deus, pois nada é realmente impossível para Deus. Ele tem toda a autoridade e todo o poder, e tudo isso está disponível para nós agora por meio do nome de Jesus Cristo. Ele triunfou sobre Satanás e todas as forças das trevas e da maldade. Ele obteve essa vitória para nós. Por meio de Jesus Cristo, somos vitoriosos sobre Satanás e sobre tudo o que ele enviar contra nós! Precisamos compreender que, embora o crente seja comissionado por Deus como seu representante para fazer a obra de Deus aqui na Terra, não temos em nós mesmos o poder de Deus. Exercemos autoridade no nome de Jesus Cristo, mas é Deus quem impõe a obediência.

Se não virmos um efeito imediato das ordens dadas no nome de Jesus Cristo, uma das duas seguintes condições se aplicam: Ou não é de acordo com os propósitos de Deus, ou ainda não é o tempo de ser feito. Há um ensino atual que o homem pode ser participante da natureza divina, que Deus nos permite utilizar seu poder para realizar nossos desejos — que Deus comprometeu-se a prover aquilo que reivindicamos se usarmos o nome de Jesus. Essa doutrina é a inversão dos papéis do servo e do senhor. As Escrituras são bem claras que nós é quem servimos ao Senhor e não o contrário. Chega a ser estranho que isso precise ser explicado, porém essa estranha doutrina está sendo amplamente ensinada, de modo que precisamos estar cientes para não sermos enganados.

O Poder do Trono

A atividade demoníaca sempre bate em retirada onde há um exercício ativo da autoridade pelo crente. No entanto, em muitas das denominações cristãs, a inerrância da Palavra de Deus está sendo colocada em dúvida pelos principais líderes da igreja. Restam poucas instituições teológicas em que a Bíblia Sagrada ainda é reconhecida como a autêntica Palavra de Deus. Da mesma maneira, o Espírito de Deus está sendo desonrado pela falta de consideração à sua pessoa e à sua autoridade. Assim, há um retorno às condições espirituais dos incrédulos, e os poderes demoníacos estão novamente pressionando nosso país e nossa população.

Vamos lembrar frequentemente que estamos assentados bem acima de todas as potestades do ar, e que elas estão em sujeição a nós. À medida que nossa fé aprende a usar o nome e a autoridade de Jesus Cristo, veremos as forças espirituais obedecendo de formas que nos surpreenderão. À medida que permanecemos em Cristo, nossas orações serão cada vez menos para fazer petições, e cada vez mais manifestarão o exercício de autoridade para repreender as forças das trevas nas nossas vidas e em nossas famílias.

Embora a crença assim nos introduza ao nosso lugar de poder do trono, somente a humildade garantirá que o reteremos. À medida que comparamos a graça abundante de Deus e nossa própria profunda indignidade, surge a questão, precisamos dessa advertência? Se pensamos que não há perigo algum, sabemos pouco da praga dos nossos próprios corações. As forças contra as quais lutamos nos conhecem bem melhor do que conhecemos a nós mesmos. Quando as atacamos, com pouco ou nenhum poder em uma guerra prolongada, o golpe de retorno dessas forças geralmente é rápido e esmagador. Com a estratégia desenvolvida em uma longa experiência em batalhas espirituais, elas sabem que o ataque é o melhor modo de defesa. Uma das suas armas testadas é o orgulho espiritual, e frequentemente, demonstra ser eficaz.

A vitória sobre as potestades do ar, de Satanás para baixo, é uma possibilidade demonstrada. No entanto, sua obtenção é por meio do emprego da ajuda de Deus somente. Desde o Éden, o homem busca mostrar-se autossuficiente. O desejo de ser independente é algo que até mesmo o coração regenerado do crente não supera totalmente. Frequentemente, logo após algum sinal de vitória ser obtido, vem um sutil sussurro do inimigo, e o crente é rapidamente pelado de suas forças, achando que está forte.

Com humildade, pode haver audácia no Nome. A verdadeira audácia é fé em plena manifestação. Quando Deus fala, permanecer parado não é humildade, é descrença. No exercício da autoridade divina, é necessário coragem e não temer nada, somente a Deus, e estender as mãos para repreender tudo o que for armado contra o crente e sua família. No entanto, com essa coragem, precisa haver um comunhão íntima e contínua com Deus, um espírito que esteja alerta à sua vontade e uma mente firmada na Palavra de Deus.

Se o crente definitivamente aceitar seu assento e começar a exercer a autoridade espiritual que isso lhe confere, rapidamente perceberá que é um homem marcado. Embora antes ele cresse na presença e na operação dos poderes das trevas, vem agora uma nova consciência da existência e da iminência delas. Amargamente, elas se sentem incomodadas e resistem à entrada do crente em seus domínios e interferindo em suas operações. De forma implacável e maligna, concentram seu ódio contra ele em uma guerra intensa que pode não ter descanso. Se os ataques contra o espírito do crente forem resistidos com sucesso, os assaltos podem vir na mente, no corpo, na família, ou nas circunstâncias.

O lugar de privilégio especial torna-se, portanto, um lugar de especial perigo. Todavia, como o próprio Deus, com um propósito eterno em vista, introduziu seu povo nessa esfera, não podemos duvidar que tenha tomado providências para nossa proteção. O único lugar de segurança é a ocupação do próprio assento. Esse assento está “bem acima” do inimigo. Se o crente permanecer em Cristo, ficando firme pela fé em sua posição, não poderá ser tocado pelo inimigo. Consequentemente, o inimigo usa todas as suas artimanhas para fazê-lo cair, pois uma vez que ele esteja fora do seu assento, não é mais perigoso, e está vulnerável ao ataque.

O crente encontra uma torrente constante de acusações em seu coração. Essas acusações o conturbarão até que ele descubra que o propósito do inimigo é lança-lo contra si mesmo, e, criando um sentimento de inutilidade, fazê-lo descer do lugar da perfeita fé. Ele aprende a “vencê-lo pelo sangue do Cordeiro”, isto é, apresenta o sangue como sua única resposta a essas acusações. No entanto, aprende um uso adicional para essa provisão divina. O sangue representa não somente a limpeza da culpa e do poder do pecado, mas também é o testemunho da total vitória do Calvário. Uma vez que isso tenha sido entendido, o crente vê que não tem de lutar contra o inimigo, mas simplesmente manter sobre ele um triunfo já obtido, os benefícios do qual ele compartilha em sua plenitude.

A total compreensão não vem toda de uma vez, mas, à medida que ele mantém sua posição e exerce a autoridade, haverá um aperfeiçoamento gradual na guerra nos lugares celestiais.

A Conduta do Cristão


Em muitas passagens no Novo Testamento o crente é instruído a não pecar. A implicação é que o pecado terá um efeito negativo em sua vida. As Escrituras deixam claro que o crente não está debaixo da Lei no que concerne à salvação. Entretanto, o critério moral apresentado pelo Novo Testamento é basicamente o mesmo que a Lei. Os critérios morais de Deus não mudaram; somente os requisitos de Deus para a nossa salvação.

O reino espiritual está à nossa volta, mas não somos capazes de acessá-lo. Nossos cinco sentidos não propiciam nenhum contato com o reino espiritual. Somos totalmente dependentes do Senhor para todo o nosso conhecimento nessa área. O reino espiritual já existia antes de o reino natural ser criado e é mais real que o reino físico em que vivemos.

Para compreender o significado do pecado, precisamos observar seus efeitos no reino espiritual. Lidamos com as coisas espirituais com base nas informações que o Senhor nos dá. Além das palavras que o Espírito Santo nos dá diretamente a nós, a única outra fonte autorizada são as Escrituras. Todas as informações que são fornecidas pelo Espírito Santo estarão de acordo com as Escrituras, e todas as informações recebidas “espiritualmente” precisam ser julgadas de acordo com as Escrituras antes de serem aceitas. O crente tem uma posição, fornecida por Deus, no reino de Deus. Essa é uma posição “legal” que é uma posição de perfeita justiça por meio de Cristo, e garante a salvação. Isso não é o mesmo que a condição do crente no reino natural. As Escrituras indicam claramente que existem fatores no reino natural que afetam nossa condição.

Nossa condição é afetada pela nossa conduta. É também afetada por nossa capacidade de nos apropriarmos da aliança e da promessa de Deus de nos ajudar. Deus oferece nossa posição e o homem controla seu estado; não, entretanto, por sua própria força, mas com o Espírito Santo. Essa posição espiritual e nossa condição presente estão envolvidas é expressas em muitas passagens nas Escrituras:

“1) Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito… 4) Para que a justiça da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito… 10) E, se Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espirito vive por causa da justiça.” [Romanos 8:1,4,10].

“Porventura o nosso pai Abraão não foi justificado pelas obras, quando ofereceu sobre o altar o seu filho Isaque?… E cumpriu-se a Escritura, que diz: E creu Abraão em Deus, e foi-lhe isso imputado como justiça, e foi chamado o amigo de Deus.” [Tiago 2:21-23].

“Filhinhos, ninguém vos engane. Quem pratica a justiça é justo, assim como ele é justo.” [1 João 3:7].

Nesses versos, bem como em muitos outros, há uma clara indicação que existe uma posição espiritual e uma condição natural envolvidas. Tentar igualar as duas torna o conteúdo desses versos contraditórios. Se nossa posição espiritual garante nossa salvação, qual então é o significado da nossa condição no reino natural? Em Romanos 8:1 há uma clara indicação que seguir as inclinações da carne traz condenação. No entanto, é claro nas Escrituras que, por meio de Cristo, o crente tem uma posição de justiça no reino de Deus. Assim, as conseqüências para o crente seguir a carne precisam referir-se à carne e não à salvação.

Se a condenação não for contra nossa posição espiritual, precisa então estar relacionada com a nossa condição. Isto é, a condenação pode ser contra nós no mundo natural, embora não se refira à nossa posição com Deus. Se não se relaciona com nossa posição diante de Deus, então segue-se que é Satanás quem traz condenação contra nós no mundo natural.

A maldição da lei, no Antigo Testamento, dava a Satanás acesso contra aquele que pecava.

Romanos 8:4 diz claramente que a lei funciona de acordo com a conduta. Assim, podemos ainda trazer a maldição da lei sobre nós por meio do pecado, e embora a lei não se aplique mais para a salvação, o critério moral expresso nela ainda tem efeito na nossa condição no reino natural.

Romanos 8:10 indica que o corpo pode estar “morto” ao mesmo tempo em que o espírito está vivo, se houver pecado na vida da pessoa. Nesse contexto, a morte significa separação, não aniquilação. Assim, o verso implica que o pecado separa o corpo da associação de Deus embora ele esteja presente, como o Espírito Santo, dando vida ao espírito humano. Sob essa condição, o corpo não teria a proteção de Deus e estaria vulnerável ao ataque satânico. A vida do espírito “por causa da justiça” é obviamente a justiça de Cristo atribuída a nós, e não por nossos próprios méritos. Novamente, vemos aqui que o pecado abre a porta para a aflição demoníaca na mente e no corpo.

Em Tiago 2:21-23, vemos a referência a uma justificação que aplica-se à condição de Abraão e uma justiça que refere-se à sua posição. Finalmente, 1 João 3:7 apresenta uma justiça que é atribuída ao desempenho bem como alocação. Como nossa posição nos céus baseia-se totalmente nos méritos de Cristo, segue-se que esse verso refere-se à nossa condição bem como à nossa posição.

As leis morais do Antigo Testamento ainda são normativas para a conduta. Logicamente, algumas mudanças sociais afetaram a aplicação de almas leis, como por exemplo a morte por apedrejamento. No Novo Testamento, fica claro que as restrições alimentares e as leis governamentais não estão mais em vigor; a única restrição alimentar que o Novo Testamento prescreve é contra comer carne com sangue. Deus não estabelece a Lei para seu próprio benefício, mas para o benefício do homem. Enquanto os judeus obedeceram a Lei, estiveram sob a proteção de Deus. Quando desobedeceram a Lei, Satanás obteve acesso e pôde atacá-los. Quando o homem peca, dá a Satanás autoridade sobre sua vida.

“Sabendo isto, que o nosso homem velho foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não sirvamos mais ao pecado.” [Romanos 6:6].

Da mesma foram como a Lei protegia os israelitas do ataque satânico, assim também a obediência ao critério moral de Deus protege o crente dos ataques demoníacos.

Quando Adão escolheu seguir a Satanás, rebelando-se contra Deus, entregou a Satanás a autoridade que lhe tinha sido entregue por Deus. Tendo dado sua autoridade a Satanás, Adão não teve como reivindicá-la de volta. Assim também ocorre hoje, quando o homem entrega a autoridade em sua vida a Satanás, não tem a capacidade de recuperá-la. Felizmente, o crente tem acesso a um poder maior, por meio de Jesus Cristo, pelo qual pode superar a posição que Satanás ganhou. O chefe do lar tem a capacidade por meio da delegação de autoridade do Senhor, de restaurar para si e para sua família tudo o que Satanás tirou dele. É instrutivo olhar para as diretrizes para a seleção dos presbíteros e diáconos, conforme prescritas nas Escrituras, para obter uma compreensão dos critérios de conduta para o chefe da família.

“Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma só mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, não espancador, não cobiçoso de torpe ganância, mas moderado, não contencioso, não avarento; que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia (porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?)” [1 Timóteo 3:2-5].

Embora esses sejam critérios para a liderança na igreja, um padrão similar aplica-se ao chefe do lar. O chefe da família, homem ou mulher, mantém uma forte posição cristã por meio do tempo dedicado para a leitura e meditação na Palavra. Todas essas virtudes mencionadas acima contribuem para uma posição positiva de autoridade.

Deus colocou o chefe da família em uma posição crucial. Ele (ou ela) pode escolher abençoar sua família, ou pode bloquear Deus de chegar a ela, porque a bênção de um pai dirige o fluxo das dádivas de Deus. Quando os pais oram e seguem os princípios de Deus de autoridade e de santidade, o espírito e a alma das crianças serão nutridos… Afinal, santidade não é religiosidade ou legalismo. É a vida de amor sacrifical vivida diariamente na família. É amor profundo, expresso pessoalmente no lar. É obediência à Palavra de Deus.

Atualmente, existem muitas famílias em que não existe a figura paterna. Nesses casos, a mãe precisa buscar no Senhor a cobertura de autoridade. O Senhor é então um marido para a mulher e um pai para seus filhos. Debaixo dessa cobertura, a mulher assume então total poder de autoridade sobre seus filhos. É importante nessa circunstância, que todo o poder de autoridade negativa do pai seja quebrada no nome de Jesus.

Como a tarefa de prover a cobertura de autoridade é mais difícil para a mãe solteira do que quando o pai e a mãe estão presentes, seria apropriado para uma mãe reivindicar as bênçãos do Senhor para si mesma e para seus filhos quando não houver um pai para fazer isso.

Autoridade Negativa


Até agora, vimos o lado positivo da autoridade. O aspecto negativo aparece quando a cabeça não exerce a função de autoridade, ou pior, quando está em uma posição de iniquidade. A lei da autoridade de Deus oferece proteção e bênção aos símplices. Uma perversão da autoridade pode oferecer ao inimigo um modo de atacar aqueles que estão submetidos a uma cobertura incrédula. As congregações ficam sujeitas aos espíritos religiosos que ensinam heresias por meio de um pastor. As crianças ficam abertas aos ataques de forças que controlam seus pais incrédulos, e as mulheres ficam vulneráveis para as forças que estão trabalhando por meio de seus maridos. Aquele que está na posição de autoridade e envolve-se em imoralidade não pode oferecer a cobertura espiritual, que é uma parte necessária da autoridade. Não somente todas essas atividades precisam parar, mas todas as conexões com o passado precisam ser rompidas, abandonadas e confessadas.

O pecado é mais do que um ato; é um estilo de vida da descrença que resulta na desobediência à Palavra de Deus — uma exaltação de si mesmo acima de Deus. Deus não força ninguém a agir de forma correta. Quer que nos voltemos para ele com disposição no coração e pela fé, e em arrependimento. Fé em Deus é mais do que conhecimento; é uma atitude de confiança, cedendo à autoridade de Deus.

“Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.” [Hebreus 11:6].

Quando uma pessoa estabelece um padrão de respostas pecaminosas, permite que Satanás crie fortalezas em sua vida. Embora o Senhor Jesus tenha vencido o inimigo por meio da sua morte na cruz, o inimigo fixa-se em qualquer terreno que tenha tomado antes da conversão de um indivíduo. Isso aplica-se a todos os membros da família; pai, mãe, filho ou filha. Somente por meio do nome de Jesus Cristo e da conduta cristã santa é que o inimigo pode ser desalojado e expulso.

Enfrentamos tribulações e circunstâncias difíceis somente porque Deus permite que venham sobre nós. Qualquer outra teologia diz que Deus não está no controle e que Satanás é maior; ele não é. Deus é maior e mais poderoso. Somente aquilo que passa pela mão de Deus, que ele permite, tocará nossas vidas. Deus estabeleceu um critério moral que, se seguido, restringe o acesso de Satanás ao homem. Transgredir esse critério moral abre a porta para a aflição demoníaca. Para tornar uma proteção eficiente em sua família, o chefe precisa obedecer a Deus e seguir seus passos. O profeta Jeremias descreve o que aconteceu com Israel quando o povo quebrou a aliança e perdeu a proteção. Falando pelo povo, ele diz:

“O jugo das minhas transgressões está atado pela sua mão; elas estão entretecidas, subiram sobre o meu pescoço; e ele abateu a minha força; entregou-me o Senhor nas mãos daqueles a quem não posso resistir.” [Lamentações 1:14].

O que está acontecendo hoje na igreja, em que muitos estão sucumbindo aos ataques satânicos? Poucos têm compreensão para resistir. Satanás está vindo contra eles e as forças deles falham. Frequentemente, isso está relacionado com o pecado na vida do cristão. Eles recusam-se a serem examinados pela Palavra de Deus ou de se submeter à sua autoridade; não estão vindo para a luz para terem seus pecados expostos. Em vez disso, praticam fornicação e lascívias de todos os tipos. Sentam-se passivamente diante de seus ídolos na televisão e consomem material pornográfico. Outros não oram o suficiente, não buscam o Senhor diariamente, e não têm comunhão íntima com seu amado Salvador. Depois, ficam se perguntando por que o inimigo saqueia seus lares. Como podemos ser tão cegos! Nossos pecados forçaram o Senhor a remover seu escudo de proteção à nossa volta.

A autoridade eficiente requer uma ruptura com todo o envolvimento com a imoralidade e com o ocultismo. Tudo isso propicia a aflição demoníaca sobre o chefe da família e, por meio dele, sobre todos os membros da família. Algumas áreas de aflição demoníaca são: Drogas (incluindo álcool, fumo, tranquilizantes (Valium, Fenobarbitol, etc.), idolatria familiar (Êxodo 20:5); imoralidade de todos os tipos; perversões sexuais (homossexualidade, pornografia, etc.); desonestidade (mentir, furtar, dar falso testemunho, etc.); atividades ocultistas (adivinhação, encantamentos, percepção extra-sensorial, telepatia, parapsicologia, astrologia, clarividência, feitiçaria, o jogo Dungeon and Dragons (A Caverna do Dragão), o símbolo da paz, a estrela de Davi, tatuagens; cura ocultista (curas psíquicas, curas espirituais, imposição das mãos em seitas ou no ocultismo) cura da Ciência Cristã, curas psiquiátricas, etc.); religiões não-cristãs (inclusive seitas, Ciência Cristã, Unidade, Islamismo, Mormonismo, Testemunhas de Jeová, Catolicismo Romano, Hinduísmo, Budismo, o Caminho, Unitarianos, Igreja da Unificação do Reverendo Moon, Bahai, etc.); ordens e sociedades secretas (Maçonaria, Estrela do Oriente, Sociedade Rosa-Cruz, etc.); idolatria (imagens ou pôsteres de unicórnios, cavalos voadores (Pégaso), fadas, magos, duendes, seres demoníacos, astros da música Rock, astros do cinema, santos católicos, etc.) Conduta pessoal (raiva, violência, inveja, ciúmes, orgulho); filmes ocultistas e muitos programas de televisão (a maioria dos programas infantis, incluindo desenhos produzidos pelos estúdios Walt Disney); jogos de azar (dados, bingo, baralho, cassinos, corrida de cavalos, loteria, etc.); música Rock (incluindo o assim chamado Rock cristão ou “música cristã contemporânea”).

A Música Que Mata


Um ataque particularmente insidioso contra nossa juventude está sendo feito por meio do Rock and Roll. A música Rock pode não ser o problema mais sério na igreja, mas está bem no topo da lista. Existem basicamente três tipos de músicas comumente apreciadas: Sacra ou cristã, mundana, que inclui a maior parte da música popular, baladas, sertanejo, Rhythm and Blues, regional, Nova Era, Rock moderno, incluindo Rock and Roll, Hard Rock, Acid Rock, Heavy Metal, e o Rock cristão.

A música Rock começou a ser difundida a partir de meados dos anos 50. Ela era acompanhada por um espírito que logo promoveu as drogas, o sexo ilícito, e as perversões. Lester Bangs, um autor secular que escreve sobre a música Rock, diz:

“O Rock contemporâneo é o gênero que mais se identificou com a violência e a transgressão, rapina e carnificina.”

“O Heavy Metal orquestra o niilismo tecnológico — é o trem mais rápido para lugar nenhum, o que pode ser a razão de parecer tão bom e fazer tanto sentido aos fãs.”

“As palavras realmente não importam, pois a música é a mensagem…”

A mensagem da música é clara, e acrescentar as palavras “Jesus Cristo” nas letras não faz a mínima diferença.

“Na luta entre as palavras e a música, uma luta que existe há séculos, a música mais frequentemente domina.”

O Beatle George Harrison compôs a canção My Sweet Lord [Meu Querido Senhor] para glorificar seu guru indiano possesso por demônios, que tinha Satanás como seu mestre. O Rock seguiu o caminho da degradação. O que anteriormente era mal tornou-se literalmente dominado por Satanás. O Rock moderno iniciou com o mergulho ao próprio inferno. Desde então, acrescentou a rebelião, o sexo ilícito, a perversão, a adoração a Satanás, homossexualidade, drogas, mais todas as outras formas de maldade que as trevas podem promover.

Há uma justificativa sendo usada por aqueles que promovem o “Rock cristão”, ou como algumas vezes é chamado, “Música Cristã Contemporânea”, que ele é necessário para atrair os adolescentes a Jesus Cristo. Esse argumento não é suportado pela evidência que muitos estão sendo salvos dessa forma. Realmente, o fato é que a música cristã contemporânea é destrutiva ao compromisso cristão dos crentes jovens, e até mesmo a muitos dos artistas. Se essa lógica fosse válida, as igrejas deveriam abrir bares e lojas de artigos eróticos para colocar a igreja e os cristãos em maior contato com os incrédulos. Isso pode parecer ridículo, mas não é menos lógico do que usar a música de Satanás para atrair pessoas a Cristo. Deus usaria os jogos de azar ou a maconha para sua glória? É possível que o Senhor use a música Rock, que há muito tempo promove as drogas, o álcool, as perversões, o satanismo, e diversas outras formas de plano satânico para desviar? Podemos limpar um pouco o Rock e usá-lo para a glória de Deus?

Os concertos de Rock cristão são piores que os do tipo secular, pois são insidiosos em suas ações. Os concertos de Rock secular pelo menos são óbvios no que representam.

As letras não mudam o conteúdo da música nem sua mensagem subliminar. A música converte a mensagem cristã em um formato de casa noturna que é inadequado para uso na igreja. Trazer um objeto imundo ao templo não santifica o objeto; pelo contrário, contamina o templo. Colocar o nome de Jesus na música Rock não santifica a música; profana o santo nome do Senhor.

Não há beleza no Rock. Ele contém apenas apelo à carne. Há uma batida hipnótica na música Rock que subjuga a vontade e coloca a mente em um estado de estupor. Essas são exatamente as condições que o ocultismo apresenta como um meio de permitir o acesso espiritual à mente humana. Os efeitos da batida do Rock são os mesmo que os do álcool e das drogas na mente. Basta observar as reações do público em um concerto de Rock para reconhecer que, para muitos, o controle racional foi totalmente perdido. Exatamente como as drogas, a música Rock abre portas para a entrada de demônios na vida da pessoa.

O conceito de usar coisas mundanas para promover o evangelho é uma praga na igreja hoje. Muitos afirmam que o Espírito Santo pode usar a psicologia, a confissão positiva, etc. A afirmação é que simplesmente por que elas não são mencionadas na Bíblia, não devem ser descartadas como instrumentos úteis. Entretanto, Deus diz:

“Não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as. Porque o que eles fazem em oculto até dizê-lo é torpe. Mas todas estas coisas se manifestam, sendo condenadas pela luz, porque a luz tudo manifesta.” [Efésios 5:11-13].

A Cura da Família


É irrealista imaginar que somos purificados automaticamente das associações satânicas do passado, ou que nos tornamos imunes das conseqüências de nossas ações no presente. As forças sobrenaturais guerreiam constantemente na alma, mente, emoções e no corpo, buscando obter o controle. A salvação não exime ninguém dessa batalha; somente nos capacita para vencê-la.

O corpo torna-se mais vulnerável ao ataque quando o espírito está enfraquecido por causa do pecado, negligência, ou rebelião. Os problemas de saúde frequentemente estão enraizados na atividade demoníaca. Os crentes também estão sujeitos a desequilíbrios emocionais e à enfermidade. Ceder nossos pensamentos ao inimigo constitui um convite para o controle demoníaco, o que ele aceita prontamente. É por isso que somos exortados a levar cativo todo o entendimento à obediência de Cristo [2 Coríntios 10:5]. É ilógico acreditar que a atividade espiritual ocorra fora do corpo do crente.

As crianças adquirem as bênçãos e as maldições para as quais os pais se qualificam até a terceira e quarta geração. Ficamos abertos a um possível ataque por causa dos pecados de nossos antepassados. Deus pronunciou maldições sobre os rebeldes e sobre seus descendentes. No caso de alguns pecados, a maldição alcança até a décima geração, como é o caso dos bastardos. [Deuteronômio 23:2].

Essas maldições hereditárias, ou penalidades para o pecado, podem ser reforçadas pelos demônios. Dependendo da natureza da ofensa, os espíritos malignos podem trabalhar nas vidas dos descendentes para duplicar as transgressões dos pais e trazer a miséria da punição. O alcoolismo, a lascívia e todos os tipos de perversão, rebelião e o envolvimento com o ocultismo são exemplos comuns. As maldições herdadas dos pais e dos antepassados podem ser quebradas no nome de Jesus Cristo, pois as Escrituras declaram:

“Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito. Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte.” [Romanos 8:1-2].

Declarar a si mesmo livre da maldição da Lei de acordo com a Palavra de Deus, no nome de Jesus, destrói qualquer posição que Satanás tenha adquirido por causa dos pecados dos nossos pais e deixa os demônios sem posição pela qual possam permanecer. É importante que todas as maldições hereditárias sejam quebradas dessa forma. Não é necessário conhecer os detalhes das maldições hereditárias para quebrá-las. Quando os detalhes são suspeitos, como é o caso em que um antepassado esteve envolvido em uma religião ocultista como a feitiçaria, Maçonaria ou Catolicismo Romano, a maldição da idolatria deve ser quebrada especificamente nessa área. Caso contrário, um pronunciamento geral para quebrar todas as maldições hereditárias no nome de Jesus Cristo deverá ser suficiente. Novamente, se houver uma indicação de uma servidão ocultista similar àquela de um antepassado, a persistência em quebrar as maldições hereditárias na área específica pode ser necessária.

As maldições proferidas podem ser simples frases negativas, ou poderosos feitiços ou encantamentos pronunciados por bruxas e outros praticantes do ocultismo. De ambas as formas, o Diabo faz seu trabalho para garantir que elas venham a acontecer nas vidas das pessoas. Elas podem ser enfrentadas com afirmações positivas e renúncias, seguidas pela expulsão dos demônios acompanhantes.

As maldições funcionam por meio da transferência do acesso secular aos espíritos demoníacos. Os demônios estão restritos ou recebem acesso aos homens de acordo com as leis espirituais estabelecidas por Deus. Embora tenhamos apenas um conhecimento limitado dessas leis espirituais, compreendemos a partir da leitura das Escrituras que elas existem. O livro de Jó nos dá certo entendimento do funcionamento dessas leis.

O que restringe uma pessoa de tomar ações contra outra pessoa são basicamente as leis seculares. O homem, no entanto, pode atacar outro homem se estiver disposto a arcar com as conseqüências previstas na lei, ou se puder escapar da lei. Como o homem não está restringido pelas leis espirituais do mesmo modo que estão os espíritos demoníacos, se houver uma alocação de acesso do homem aos espíritos demoníacos, esses demônios, que de outro modo estariam restringidos pelas leis espirituais de Deus, poderão atacar o homem.

Os homens podem implementar o acesso demoníaco a si mesmos ou a seus descendentes por meio de juramentos ou compromissos feitos por meio da idolatria ou envolvimentos imorais. Os homens também dão aos demônios acesso contra outros por meio de maldições, ou até orações feitas para controlar outras pessoas. Deus não honrará as orações que são feitas para controlar outras pessoas, sejam elas de boas ou más intenções, porque Deus não trabalha para superar nosso livre arbítrio. No entanto, os demônios intervirão para realizar aquilo que é pedido, ser for para o benefício deles, e poderão ganhar acesso por causa do intento daquele que está orando. Essa transferência de acesso dos homens aos espíritos é a base de grande parte do ataque demoníaco.

Lembre-se sempre que a autoridade, dada por Deus ao crente, é sobre as potestades do ar e nunca sobre os outros homens ou suas vontades. O crente é chamado para combater as forças invisíveis, mas para trazer libertação aos seus irmãos. O propósito constante de Satanás é a subjugação da vontade humana a si mesmo; o propósito de Deus é a total libertação da vontade para que o espírito liberto, por meio da feliz aquiescência na vontade divina, possa glorificar seu Criador. O controle humano da vontade de outra pessoa conforme manifestado na hipnose, etc., é obtido por meio do ocultismo em conjunção com espíritos malignos, e é ilícito para o cristão, como é a magia, que é diretamente proibida na Bíblia.

O cristão tem o direito de reivindicar a proteção de Deus contra todas as maldições e encantamentos. Quebrar todas as maldições no nome de Jesus é a chave, em muitos casos, na superação dos ataques demoníacos que pareceriam não ter nenhuma base remanescente de acesso. Os resultados das maldições atuais ou antigas podem trazer perdas financeiras, problemas de saúde, instabilidade emocional, divisão no lar e muitos outros tipos de problemas. Entretanto, Jesus Cristo já obteve a vitória sobre Satanás e sobre todas as forças da impiedade, e em seu nome todas as maldições podem ser quebradas e seus efeitos eliminados. Para sua própria vida e família, a seguinte oração e afirmação deve ser feita:

“Como um filho de Deus, resgatado pelo precioso sangue do Senhor Jesus Cristo, eu aqui e agora renuncio e repudio todos os pecados de meus antepassados. Tendo sido libertado do reino das trevas e transportado para o reino do Filho do amor de Deus, cancelo todas as operações demoníacas que foram passadas para mim, ou por meio de mim aos meus descendentes, a partir dos meus antepassados. Tendo sido crucificado com Jesus Cristo e gerado para caminhar em novidade de vida, cancelo todas as maldições que foram colocadas sobre mim e sobre meus descendentes. Anuncio a Satanás e a todas as suas forças que Cristo tornou-se uma maldição por mim e por minha família quando foi cravado na cruz. Tendo sido crucificado e ressuscitado com Cristo e assentando-me com ele nos lugares celestiais, declaro que pertenço e estou eterna e completamente comprometido com o Senhor Jesus Cristo. Faço tudo isso no poder e na autoridade do nome do Senhor Jesus Cristo. Amém.”

Essa oração é uma pequena modificação da que foi sugerida por E. B. Rockstad, em que o efeito das declarações foi estendido para incluir a família e os descendentes. Tanto o marido quanto a mulher devem fazer essa declaração.

As Questões da Falta de Perdão, da Amargura, da Culpa, etc.

A falta de perdão é um causa comum, se não a principal para a opressão demoníaca entre os cristãos. Mateus 18:34-35 diz que seremos entregues aos “atormentadores” se não perdoarmos em nossos corações. Muitas vezes não é a falta de vontade de perdoar, mas uma atitude passiva com relação às feridas infligidas pelos outros. Se não forem tratadas corretamente, as pequenas feridas podem se transformar em grandes problemas espirituais. A falta de perdão pode produzir enfermidades crônicas de todos os tipos, instabilidade emocional e incapacidade de progredir na vida espiritual. Os atormentadores permanecerão conosco até que perdoemos aqueles que são responsáveis e repreendamos os demônios. O demônio infrator permanecerá, embora sem direitos legais, a não ser que lhe ordenemos que se retire.

O perdão perfeito requer que o Espírito Santo traga à mente aquelas pessoas escondidas no nosso passado que nos feriram. Por meio da oração, Deus revelará as raízes de amargura e aqueles a quem precisamos perdoar. Um exame diligente no nosso passado deve ser feito para soltar as amarras legais que os demônios atormentadores podem ter tomado. Deus traz à lembrança aqueles que nos negligenciaram, nos rejeitaram e nos desapontaram. Aqueles que são mais próximos de nós normalmente têm o poder de nos ferir mais.

Precisamos perdoar verbalmente aqueles que nos feriram e dizer perdoo em nome de Jesus à medida que as pessoas forem lembradas. Não é necessário que sintamos camaradagem e afeição por aqueles que nos feriram, nem temos de concordar com suas ações. Perdoamos com nossa vontade, não com nossas emoções. Deus irá, no tempo apropriado, suprir a cura para as feridas do passado se declararmos o perdão. A culpa é um sintoma de amargura, ressentimento e da falta de perdão profundamente enraizadas e, frequentemente, ocultas. Se você está conturbado com culpa ou vergonha persistente, verifique essas coisas ocultas em sua vida.

Uma área de grande acesso satânico é uma raiz de amargura. A amargura cresce por causa da rejeição. Ela se manifesta como ressentimento, isolamento, auto ferimentos e falta de perdão. Uma raiz de amargura fará uma criança (e algumas vezes um adulto) pensar da seguinte forma: Embora eles não me amem, eu os farei sentirem-se tristes por mim, e então me darão alguma atenção. Eu me ferirei para que se sintam culpados por minha causa. Eu os punirei fazendo as coisas que menos querem que eu faça. Quando virem meu sofrimento, realmente se lamentarão. Eles não se preocupam se estou sofrendo e os odeio por isso. Outros obtêm simpatia quando sofrem, e eu não; portanto, tenho menos valor. Não sou reconhecido quando sou bem sucedido; de modo que vou fracassar. É culpa deles que eu esteja sofrendo. Deus não se preocupa com o fato de eu estar sofrendo. Se ele se preocupasse, faria parar; portanto, é culpa dele que eu esteja sofrendo, pois poderia fazer parar.

Os pensamentos que Satanás traz são, é claro, mais complexos dos que essas frases, mas esses são os argumentos mais básicos. A verdade é, Satanás é quem está causando a dor. Ele é quem encontrou uma brecha na família e está fazendo os membros se tratarem mal entre si. Deus compreende a nossa dor. Ele o ama e quer ajudá-lo, mas enquanto a raiz de amargura permanecer ele não intervirá para removê-la, porque fazer isso deixaria a causa da falta de perdão sem tratamento. Você precisa determinar e compreender a causa da amargura, se ela estiver presente, e lidar com ela por meio do perdão.

É muito importante que cada membro da família seja tratado com consideração para que a amargura não se infiltre. Todos precisam de reconhecimento e de aceitação. Tratar um membro de forma injusta abrirá a porta para a entrada de sentimentos de rejeição. A partir disso, pode surgir a amargura, rebelião e até ideias de autodestruição. Satanás já fez muitas pessoas cometerem suicídio por causa de um espírito de amargura. Onde houver uma operação apropriada da autoridade, isso pode ser evitado.

O tratamento injusto e autocrático de uma criança pode trazer sentimentos severos de rejeição. A negligência séria de uma criança também resultará nesses mesmos sentimentos. Esses sentimentos normalmente estão enterrados na memória e pode levar um tempo considerável antes que a pessoa (criança ou adulto) chegue ao ponto de perdoar aqueles que estiveram envolvidos.

Algumas vezes, é necessário disciplinar uma criança. As Escrituras instruem o pai a manter a ordem na casa. Algumas vezes, a punição precisa ser praticada para preservar a ordem. A punição física deve ser o último recurso, e mesmo assim, certamente não deve ser tão severa ao ponto de causar ferimentos. Na maioria dos casos, a perda de privilégios deve ser suficiente para chamar a atenção da criança. O medo nunca deve ser usado para fazer uma criança obedecer, pois pode ser traumático e abrir a porta para aflição espiritual. Por exemplo, uma criança que recebe o castigo de ser colocada em um quartinho escuro ou ficar presa dentro de um guarda-roupas pode vir a desenvolver claustrofobia no futuro.

Uma criança não deve ser disciplinada sem que a razão para suas ações seja compreendida. Muitas vezes, o problema decorre mais de um mal-entendido do que de um desvio de conduta. Se uma criança for (ou pensar que for) castigada injustamente, poderá vir a sentir ressentimentos.

Enfrentando o Ataque Demoníaco

Antes que qualquer forma de disciplina seja usada, deve-se considerar a possibilidade de existir uma influência demoníaca envolvida nas ações da criança. A rebelião é uma forma frequente de interferência demoníaca no lar, e deve ser encarada como uma guerra espiritual antes de confrontá-la no mundo natural.

Punir uma criança com um espírito rebelde somente promoverá ressentimento e agravará o problema. Embora a punição possa trazer obediência na hora, se existirem influências espirituais envolvidas, o problema provavelmente reaparecerá no futuro. O autor já viu discórdias e brigas no lar, em que esforços seculares falharam completamente, mas que foram resolvidos rapidamente por meio do exercício da autoridade espiritual pelo chefe da família.

É preciso compreender que muitos dos nossos problemas vêm da ação de demônios. Eles trazem opressão, desespero, rebelião, brigas, enfermidade e até morte. Se as pessoas não estiverem dispostas a creditar esses tipos de problemas aos agentes satânicos, não poderão enfrentá-los por meio da guerra espiritual. É necessário familiarizar-se com as Escrituras para compreender a extensão em que os demônios podem trazer esses tipos de aflições. Quando “desmitologizamos” as Escrituras — milagres, curas, línguas, libertação, etc. — não interpretamos os autores inspirados; simplesmente os chamamos de mentirosos.

Em quase todos os relatos de curas realizadas por Jesus, existe a menção que ele estava expulsando espíritos malignos. Embora nem todas as enfermidades ou problemas emocionais sejam causados pela ação dos demônios, muitos são, e é necessário que aquele que esteja em autoridade discirna quando esse é o caso e trate o problema de forma apropriada. As Escrituras não nos dão uma fórmula para lidar com as aflições demoníacas. Entretanto, dá conceitos e fundamentos e muitos exemplos de como Jesus e os apóstolos lidaram com essas condições. Muitas vezes existem pecados passados e presentes que não foram adequadamente confessados e abandonados. Para que a libertação possa ser obtida, é necessário lidar com isso por meio do arrependimento, da confissão e da renúncia.

As pessoas que saem das seitas ou do ocultismo geralmente apresentam problemas emocionais até que todos os aspectos da idolatria tenham sido tratados. Todos os compromissos feitos à pessoas ou aos ídolos precisam ser renunciados, bem como todas as doutrinas que não têm base bíblica. Quaisquer juramentos ou rituais realizados também precisam ser renunciados. Além disso, é importante ir diante do Senhor em oração e renunciar a qualquer submissão ao líder da seita (seja profeta, papa, pastor, sacerdote, etc.). Será necessário ter um conhecimento significativo da natureza ocultista das doutrinas e rituais de uma seita ou culto para que todos os acessos demoníacos sejam quebrados. A ajuda de alguém de fora pode ser necessária se a pessoa em posição de autoridade não tiver esse conhecimento. A pessoa que saiu de uma seita/culto pode não compreender com o que precisará lidar e necessitará de ajuda para compreender o que precisa ser renunciado, confessado e abandonado.

Qualquer envolvimento prévio com aborto é uma porta aberta para o ataque demoníaco. A experiência obtida em aconselhamento mostra que o trauma emocional e espiritual de um aborto é extremo e requer uma intervenção especial e cura do Senhor para aliviar a opressão espiritual. Uma forte inclinação para o suicídio é um efeito posterior frequente de um aborto planejado. As pessoas que ajudaram na realização do aborto também precisarão lidar com esse envolvimento, mesmo que tenha sido apenas na concordância com a realização do aborto.

O Lugar da Intercessão

A oração intercessória é uma parte importante — se não for a mais importante de todas — de cumprir com a responsabilidade da autoridade. Jesus demonstra a operação da intercessão em João 17, em que pede que o Pai proteja seus discípulos e aqueles que vierem a crer nele por meio da sua palavra.

“Eu rogo por eles: não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus. E todas as minhas coisas são tuas, e as tuas coisas são minhas; e nisso sou glorificado. E eu já não estou mais no mundo, mas eles estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós… Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal. Não são do mundo, como eu do mundo não sou. Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade… E não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela sua palavra hão de crer em mim; para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste.” [João 17:9-11; 15-17; 20-21].

Na intercessão, vamos diante do Senhor e fazemos petições por outras pessoas. Apresentamos os argumentos que forem apropriados para obter a intervenção de Deus para realizar aquilo que não podemos fazer. É importante que aqueles que estiverem em posição de autoridade na igreja cristã intercedam por aqueles por quem têm responsabilidade.

Nas petições e orações, estamos preocupados com nossas necessidades; na intercessão, estamos preocupados com as necessidades e interesses de outrem. A intercessão é o aspecto altruísta e generoso da oração. Na intercessão, o crente está atuando como um intermediário entre Deus e o homem. Ele se esquece de si mesmo e de suas próprias necessidades em sua identificação com as necessidades daqueles por quem está orando. A oração de Abraão pela população de Sodoma [Gênesis 18:22-23 e a de Moisés por Israel [Êxodo 32:1-14] são exemplos clássicos de intercessão. Orar no nome de Jesus não é meramente fazer uma oração ritual. Usar esse nome sem conhecer pessoalmente aquele a quem pertence não tem valor algum. Jesus associou claramente a importância de um relacionamento pessoal com ele ao uso de seu nome. É o próprio Jesus quem preciso conhecer e amar como meu amigo; e quando ele é meu amigo, então me empresta seu nome para que eu leve minhas petições ao Pai. Jesus ensina isso no capítulo 15 de João:

“Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer. Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda.” [João 15:14-16].

Os verdadeiros intercessores nunca reivindicam nada com base em seus próprios méritos. Eles sabem que não é seu caráter, seu compromisso, e sua bondade que traz resultados. Sabem que podem aproximar-se do trono celestial somente por meio dos méritos do seu Salvador.

Muitas vezes o intercessor se colocará entre as forças que estão atacando e a pessoa atacada. Isso somente deve ser feito se o Espírito Santo dirigir ou quando tal ação estiver de acordo com a Palavra. No caso do chefe do lar, é parte da sua responsabilidade de autoridade fazer exatamente isso. Entretanto, o chefe não assume essa posição em sua própria força, mas vai no nome de Jesus e com a autoridade desse nome. Agindo assim, ele está de acordo com os propósitos da Palavra, e pode esperar plenamente que o Senhor honre sua posição e lhe dê apoio nela.

Existem condições que precisam estar presentes para Deus responder à oração. As Escrituras apresentam muitas das condições que são necessárias para obter aquilo que pedimos a Deus. Há um ensino atual que tudo o que precisamos é fazer algo em nome de Jesus com fé suficiente, e Deus fará aquilo acontecer. Entretanto, as Escrituras colocam mais condições na oração respondida do que apenas fé. A fé é essencial para ter a oração respondida. Orar sem crer não trará a intervenção de Deus. Quando oramos, com fé, e de acordo com os propósitos de Deus, ele responderá:

“Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito.” [João 15:7].

Nesse verso, Jesus vincula especificamente o compromisso de Deus de responder com nossa posição com ele e com nossa conformidade com a Palavra. Em muitas passagens nas Escrituras, Jesus diz aos discípulos que eles receberão aquilo que pedirem em seu nome. O contexto total das Escrituras coloca condições no intento da afirmação de Jesus, embora não seja sempre tão diretamente evidente como é em João 15:7. A fé é necessária, mas não devemos expandir as promessas de Deus lendo em suas palavras compromissos que ele não tinha em mente. Ore com fé, mas também de acordo com os propósitos de Deus, conforme ele mostra em sua Palavra.

Orar em concordância com outros também terá um grande efeito quando estivermos no trabalho do Senhor. Em muitas passagens nas Escrituras, Deus indica que a cooperação de seu povo em sua obra traz mais prontamente sua intervenção. Deus ouve nossas preocupações. Quanto maior for nossa preocupação genuína por aqueles por quem estamos intercedendo, mais eficaz será nosso apelo ao Senhor. Quando estivermos aflitos e preocupados com outra pessoa, nossas petições ao Senhor serão com sinceridade e urgência. O Senhor responderá aos anseios dos nossos corações.

Quando intercedemos, precisamos utilizar um argumento da Palavra. Deus honrará suas promessas se nós o lembrarmos delas. Não que Deus esqueça de suas promessas, mas ele atua com base nelas quando as expressamos em nossas petições. O princípio de acesso à aliança é que o auxílio será dado quando for solicitado. Muitos não recebem porque não compreendem. Davi compreendeu o princípio da aliança e reivindicou vitória na situação em que todos os outros só viam derrotas. A expectativa da resposta de Deus sempre repousará com a aplicação das verdades de Deus tiradas da Palavra para atender às necessidades expressas diante do Senhor.

A posição pela qual o membro da família é apresentado diante do Senhor não é com base em seus méritos, mas nos méritos de Jesus Cristo. Jesus os fez dignos de receberem de Deus de acordo com as promessas da aliança. Nossas petições são feitas com base nesses argumentos e similares, de acordo com a promessa da Palavra. Deus também honra a posição de vida e de bênção para a família quando o pai e o marido (o chefe da família) as reivindica:

“Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência.” [Deuteronômio 30:19].

Homens de todas as épocas oraram (muito corretamente) com o senso que existiam dificuldades nas regiões celestiais a vencer. Como vemos em Daniel 10, superar essas dificuldades pode requerer tempo e persistência consideráveis. A persistência é uma parte importante da oração respondida. Existem muitos relatos de pais que intercederam durante vários anos até virem seus filhos serem libertos da servidão a Satanás. Muitos relatos nas Escrituras mostram a importância da oração persistente e importuna. O próprio Cristo orava frequentemente e encorajou a persistência na oração para recebermos as bênçãos de Deus.

O louvor deve ser parte de toda oração. As Escrituras estão repletas com os louvores ao Senhor e com relatos de homens piedosos que lhe davam louvores. O louvor atribui ao Senhor a posição que ele deve ter em nossas vidas. Louvar ao Senhor é uma forma de nos colocarmos em um relacionamento apropriado com ele. Quando chegamos diante do Senhor em oração, precisamos estar em uma posição de humildade. As Escrituras dizem que só podemos ir a ele como criancinhas. Quando louvamos, atribuímos a Deus a posição de majestade e de exaltação que lhe são devidas. Por meio do louvor, chegamos a uma compreensão de quão fracos e miseráveis nós, pobres mortais somos, e quão dependentes somos da intervenção de Deus em todas as coisas de natureza espiritual. O louvor é um serviço apropriado ao Senhor.

Frequentemente, parece que o número das orações não respondidas é maior que o das respondidas. Na maior parte das vezes isso é verdade. Entretanto, a falha não é de Deus, mas nossa. Algumas vezes, precisamos entender que Deus respondeu nossa oração, mas a resposta é: “Espere” ou até mesmo “Não”. Em alguns casos, para quem está sofrendo com a perda de um parente, ou com um filho rebelde, Deus parece ser excessivamente lento. Entretanto, como um pai que diz a um filho para esperar até o final do jantar para receber um doce, Deus sempre sabe melhor e seu tempo é impecável! Como diz o velho ditado, “Deus pode ser lento, mas nunca se atrasa!”.

Mas, além das vezes em que Deus diz não ou aguarde, por que a oração falha frequentemente — mesmo quando aquilo pelo que estamos intercedendo é obviamente a vontade de Deus (por exemplo, a salvação de alguém)? Embora em muitos casos não saibamos a resposta, existem diversas razões para que uma oração não seja respondida. A separação de Deus é uma causa comum para as orações não serem respondidas.

“Eis que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem agravado o seu ouvido, para não poder ouvir. Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça.” [Isaías 59:1-2]. A falta de perdão também é uma causa para que uma oração não seja respondida.

“Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós.” [Mateus 6:14-15].

A fé é necessária para a oração ser respondida. A falta de fé fará com que o Senhor não responda às nossas petições.

“E não podia fazer ali obras maravilhosas; somente curou alguns poucos enfermos, impondo-lhes as mãos. E estava admirado da incredulidade deles. E percorreu as aldeias vizinhas, ensinando.” [Marcos 6:5-6].

Uma posição errada com Deus também fará com que ele não responda:

“Estai em mim, e eu em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim. Eu sou a videira, vós as varas; que está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.” [João 15:4-5].

Aquilo que pedimos a Deus precisa estar de acordo com seus propósitos. Um motivo errado fará com que não recebamos nossa petição.

“Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites. Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo, constitui-se inimigo de Deus.” [Tiago 4:3-4].

A vitória que Jesus teve sobre Satanás, ele venceu não para si mesmo, mas para nós. Precisamos reivindicar continuamente essa vitória. O uso fiel dessa vitória, obtida para nós, derrota os ataques de Satanás contra a família.

Os propósitos para a vinda de Cristo foram libertar os cativos e destruir as obras do Maligno. Quando intercedemos pelos outros para que obtenham esses efeitos em suas vidas, estamos de acordo com o propósito do Senhor. Podemos acreditar que em toda situação, onde as circunstâncias permitirem, o Senhor intervirá para prover aquilo que foi solicitado. Para aqueles que, por escolha ou por engano, escolheram seguir as obras da carne, seguindo a Satanás, Deus pode ter de persuadi-los por meio das circunstâncias para obter resultados. Nesses casos, são necessários tempo e persistência até que os resultados possam ser vistos. Em alguns casos em que uma pessoa se entrega ao pecado ou a Satanás, até mesmo a intervenção de Deus não será suficiente para fazê-la mudar de ideia.

Deus o encontrará onde você estiver. Muitas vezes vemos novos cristãos recebendo respostas às suas orações embora muitas das condições para as orações serem respondidas não existam em suas vidas. Parece que Deus faz exceções para aquele que não tiveram tempo de aprender seus critérios. Entretanto, essa consideração não dura indefinidamente. É importante estudar a Palavra e continuar a crescer espiritualmente. Não demore para começar a se apropriar das promessas do Senhor e receber os benefícios dele.

Preocupações Especiais com os Filhos Adolescentes

Muitas das consultas que recebemos envolve a oração pelos filhos, especialmente os filhos crescidos (acima de 12 anos). O sistema mundano faz um bom trabalho e nossos filhos estão sendo bombardeados diariamente pelo humanismo secular, pelos direitos dos homossexuais, pela inversão dos valores e pelo ocultismo. Até mesmo as crianças de bom coração e mentes estão sendo atraídas por conceitos estranhos. Frequentemente, mesmo não sendo por falta delas próprias, nadam diariamente em um esgoto de ideias tolas e não têm nenhuma noção disso, como um peixe que não tem noção da água em que está nadando, até que morra intoxicado.

Os pais precisam compreender que frequentemente não é por alguma falta deles que o filho envolveu-se com drogas, sexo, homossexualidade, ou feitiçaria. Todas essas coisas são apresentadas às nossas crianças pelos professores e pela mídia como caminhos maravilhosos e “avanços no estilo de vida”. Até mesmo as crianças que recebem educação à distância (educação no próprio lar) ou que estão em escolas cristãs podem se desviar. Pode ser que os pais tenham feito pouquíssima coisa errada. Lembre-se, até mesmo os “filhos” de Deus (Adão e Eva), que viviam em um ambiente perfeito, com comunhão perfeita com o Criador tiveram problemas.

Entretanto, isto posto, ainda é de partir o coração para um pai descobrir que seu filho esteja andando por caminhos claramente fora dos propósitos do Senhor. Quase diariamente recebemos ligações de (presumivelmente) bons pais cristãos cujos filhos envolveram-se em feitiçaria, mormonismo, drogas, sexo ou até mesmo adoração ao Diabo! O que esses pais podem fazer, à luz das questões já apresentadas referentes à autoridade?

A primeira coisa que os pais devem fazer é examinar suas próprias vidas e as dos antepassados. Antes da salvação, estiveram envolvidos em seitas ou com o ocultismo? Tiveram pais ou avós que estiveram envolvidos com isso? Os problemas mais comuns que passam de uma geração a outra [veja Êxodo 20:5] são:

. Maçonaria ou envolvimento com seitas

. Espiritismo ou outras práticas ocultistas

. Embriaguez

. Suicídio

Imoralidade sexual

Várias formas de doença mental (não que as doenças mentais propriamente sejam pecado, mas normalmente derivam de alguma maldição hereditária que precisa ser quebrada).

Se qualquer uma dessas práticas existe em suas vidas ou nas vidas dos antepassados, eles devem orar e pedir ao Senhor que quebre todos os pecados hereditários (veja o modelo de oração apresentado anteriormente). Fazer isso pode ajudar 50% na limpeza dos assuntos do jovem.

A próxima etapa é compreender que, de acordo com os princípios de autoridade referidos anteriormente, Deus lhe deu os filhos e a autoridade espiritual final sobre eles. Vocês (pais ou avós) podem literalmente orar COMO SE FOSSEM ELES!! (Compreenda o poder que está por trás dessa verdade espiritual! Você pode ir diante do trono de Deus em oração e arrepender-se por eles, expulsar os espíritos malignos deles, ou pedir as bênçãos de Deus para eles!

Como mencionado anteriormente, isso é absolutamente verdadeiro para todos os filhos até a maioridade. É verdadeiro para as filhas até que elas se casem. É verdadeiro em um grau menor para os homens adultos e para as filhas casadas, mas continua verdadeiro! Embora possa parecer sexista, é bíblico! Existem muitos precedentes bíblicos para esses conceitos. Observe como (conforme mencionado anteriormente) Jó intercedia por seus filhos. Observe como o voto de uma mulher pode ser anulado por seu pai sob certas circunstâncias [Números 30:3 e seguintes].

Portanto, se (por exemplo) seu filho ou filha está se envolvendo com Wicca [uma forma de Magia Branca], você pode perfeitamente ir diante do trono de Deus em oração (assumindo que sua própria vida esteja em boa ordem e que seu relacionamento com o Senhor esteja perfeito) e fazer o seguinte:

1) Repreender Satanás em nome do Senhor Jesus Cristo e reivindicar seu filho como um filho resgatado pelo sangue de Deus (assumindo que ele já recebeu a Cristo em sua vida);

2) Reivindicar a cobertura do sangue do sacrifício de Jesus Cristo no Calvário sobre todos os pecados que seu filho possa ter cometido (você não precisa conhecer os detalhes; Deus já conhece!). Peça que o Senhor perdoe especificamente qualquer pecado de blasfêmia (juramentos, invocar o santo nome de Deus em vão, etc.), rebelião, feitiçaria, e (se você achar que for apropriado) pecados na área sexual.

3) Pedir que o Senhor Jesus interceda por seu filho e tire os dedos do Diabo dos ouvidos do seu filho e tire as mãos do Diabo dos olhos do seu filho para que ele possa ouvir a voz do Espírito Santo novamente.

4) Pedir que o Senhor repreenda e afaste quaisquer espíritos enganadores de perto de seu filho;

5) Pedir que o Senhor corte quaisquer laços ímpios (sexuais ou amizades) entre seu filho e quaisquer associações impuras que ele possa ter — físicas (pessoas) ou na alma (alguns jovens que lutam com masturbação podem na verdade ter atraído castas de demônios da lascívia sexual, chamados de súcubos e íncubos, para perto deles — esses demônios são atraídos por causa das fantasias ou da lascívia sexual);

6) Peça que o Senhor repreenda e afaste os espíritos da adivinhação que possam estar capacitando seu filho a ter a ilusão do poder do ocultismo. Peça que o Senhor Jesus Cristo faça os encantamentos do seu filho caírem por terra e suas tentativas de operar com a magia falhar. Ele fará isso!

7) Peça que o Senhor Jesus revele-se novamente ao seu filho de uma forma soberana e poderosa, de acordo com sua perfeita vontade; que o seu filho seja novamente atraído à verdadeira luz de Cristo.

8) Finalmente, no nome do Senhor Jesus Cristo, e pelo poder de seu sangue, peça diante do trono de Deus pelo bem-estar espiritual do seu filho. Declare no nome de Jesus e pela autoridade que você recebeu como pai ou mãe que Satanás não tem direitos sobre esse filho, pois ele está coberto pelo sangue de Jesus Cristo e é um filho de Deus. Peça que o Senhor Jesus silencie o acusador dos irmãos.

Não subestime a autoridade que você tem, ou como crente em Cristo, OU como um pai que recebeu uma das mais sagradas obrigações — criar um filho até que ele atinja a idade adulta. Deus lhe deu esse filho, e você tem todo o direito de pedir ao Senhor por sabedoria espiritual e orientação para ajudar a criá-lo. Você também tem o direito de ordenar a Satanás que se afaste de seus filhos e vindicar o sangue de Jesus sobre eles diariamente.

Compreenda que ainda assim, isso pode ser uma luta; Algumas vezes, os adolescentes colocam muito do seu ego em seus caminhos rebeldes. Você pode expulsar os demônios e eles podem bem (frequentemente sem saber) convidá-los de volta por causa do comportamento. É como manter as moscas afastadas do lanche em um piquenique. As moscas tendem a voltar. Você precisa ser persistente. Peça que o Senhor dê ao adolescente um tempo de clareza espiritual para que ele compreenda quão perigosas suas escolhas realmente se tornaram.

Além disso, é importante escolher o campo de batalha com cuidado no relacionamento emocional com o adolescente. Não lance todo o peso emocional ou espiritual que você tenha em discussões sobre se ele deve ou não tingir o cabelo ou usar uma calça jeans toda rasgada para ir à escola. Essas coisas são relativamente irrelevantes. Desse modo, você ainda parecerá para seu filhos como tendo autoridade moral no que se refere às coisas sérias, como drogas, atividade sexual, ou servidão ao ocultismo.

Descanse nestas palavras das Escrituras:

“Educa a criança no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele.” [Provérbios 22:6].

Muitos jovens passam por alguns períodos difíceis em que estão testando as escolhas e desafios que você, como pai ou mãe, gostaria que eles não estivessem passando. Os adolescentes acham que sabem melhor que os adultos ou que os adultos não os compreendem. É uma situação má que é piorada pela cultura juvenil que cresceu em torno deles nas duas últimas gerações. Entretanto, quase sempre eles retornam à sanidade espiritual depois de certo tempo.

Lembre-se, a ideia de “adolescência” era desconhecida cem anos atrás — para não dizer nos tempos bíblicos. Antes do início do século XX, a maioria dos jovens — ao tempo em que atingiam a puberdade, já estavam trabalhando em tempo integral. (A puberdade também vinha muito mais tarde! Há cem anos, a maioria das pessoas atingia a puberdade somente por volta dos 15 ou 17 anos!) Eles não tinham muito tempo para se rebelar porque sempre assumiam as responsabilidades de um adulto logo cedo. Por exemplo, José e Maria provavelmente tornaram-se noivos quando Maria tinha por volta dos 15 anos!

Nossa cultura secular moderna criou uma zona artificial na vida do jovem chamada “adolescência”, que realmente não é bíblica, e então passou a preencher essa zona com todo o tipo de rebelião e com imagens vis — começando no período pós-guerra até o final do século XX, em que sexo, sodomia e rebelião agora são glorificados na cultura da música Rock e na MTV. Não é de se admirar que os jovens (até mesmo os melhores deles) estejam lutando com tantos problemas. Eles estão experimentando coisas que Deus nunca quis que experimentassem.

Lembre-se, porém, que o Senhor não está surpreendido por nada disso. Em Jesus Cristo e no poder da autoridade, ele nos deu os instrumentos necessários para lutarmos pelas nossas famílias. Todo esse “conflito de gerações” artificial foi previsto há 2.400 anos, e uma resposta foi fornecida pelo Senhor:

Malaquias 4:4: “Lembrai-vos da Lei de Moisés, meu servo, que lhe mandei em Horebe para todo o Israel, a saber, estatutos e juízos. Eis que vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do SENHOR; e ele converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos aos seus pais; para que eu não venha e fira a terra com maldição.” O manto da profecia está sobre todos os crentes verdadeiros que têm o testemunho de Jesus Cristo:

Apocalipse 19:10: “E eu lancei-me a seus pés para o adorar; mas ele disse-me: Olha, não faças tal; sou teu conservo, e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus. Adora a Deus; porque o testemunho de Jesus é o espírito de profecia.”

Se você tem o testemunho de Jesus Cristo e especialmente, se é o chefe de uma família, pode se mover no espírito de profecia para proclamar nas regiões celestiais que sua família pertence a Deus e que Satanás não tem o poder de interferir — certificando-se que sua própria vida pessoal esteja em ordem diante de Deus.

O segredo está na intercessão paciente, poderosa, baseada nas Escrituras e dirigida pelo Espírito Santo. Peça que ele o dirija em suas orações por toda sua família. Ele fará isso!


Autor: William Schnoebelen (adaptado a partir de um trabalho anônimo). Visite o site do autor, With One Accord.

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